Est modus in rebus, e, como tudo na vida, há escritores e escritores. Há escritores concisos e prolixos. Narradores e descritores. Dramáticos e cômicos. Simples e complicados. Cada qual com seu mérito, seu público e seu estilo, de tal forma que eu não me atreveria a classificar ninguém como melhor – ou pior – do que ninguém. Arte é arte, e cada qual vale pelo que tem, mas eu divago. Vamos ao que interessa.
Guimarães Rosa, sem dúvida, não é um escritor simples. Quem dera fosse, seria então jogado por terra o mito do "Guimarães complicado". Não falo de sua linguagem, ou de sua narrativa. Ambas são simples, é tudo uma questão de ouvir, ao invés de ler, o texto. Como testemunho de primeira mão, Maristela Guedes nos relata o método perfeito para ler Grande Sertão: Veredas em três dias: imagine que é tudo uma conversa. Uma conversa unilateral, mas enfim: o "ponto" é a oralidade. Quando se ouve, tudo parece tão simples, porque afinal é. Não é isso que é o complicado em Guimarães Rosa.

Férias. Quando se efetivamente tem férias, elas são um grande espaço de nada, quase absolutamente nada, no meio de dois grandes espaços de atividade constante esburacados por alguns fins de semana e feriados. Enfim, a verdade pura é que, quando entramos de férias, o cérebro demora um pouco mais pra sair depois. Razão pela qual o blgo está meio morto e meu texto para a "Semana Semana Roseana" não foi sequer escrito, que dirá publicado. Bom, pelo menos o Korso fez o trabalho dele. É bom.