A despeito de meu exterior obeso e rabugento, eu sou um grande defensor das liberdades individuais, às vezes a níveis um pouco extremos, mas veremos isso um pouco mais tarde neste texto. Porque, antes de mais nada, eu vou fazer aquela "breve" introdução.
Liberdade é uma característica imprescindível para uma sociedade feliz. Acredite, mesmo que o povo adore que tomem as decisões por ele, sem as pequenas liberdades individuais não existe sequer a ilusão de uma felicidade. Poder tomar as próprias escolhas e saber que nada pode te impedir de fazê-lo é, sem dúvida, uma sensação incrível, e não é à toa que muitos consideram a maioridade legal um evento passível de comemoração. Mas, obviamente, toda moeda tem dois lados...
Seria muito fácil se qualquer pessoa pudesse fazer o que quer e só, sem nada demais para impedi-lo caso, digamos, ele decida se apropriar de bens alheios, ou tirar uma vida, ou simplesmente fazer algo que não devia. Mas não, existem restrições, existe a lei, e o policiamento, que, ao menos em nível teórico, estão aí para impedir que todo tipo de desrespeito a essa mesma lei ocorra. E a pergunta permanece: se a lei existe, a liberdade é cerceada? Não. De forma alguma. Aliás, lá está no Art. 5o da nossa Constituição:
