Caramba, há quanto tempo que eu não mando uma resenha de jogo em Flash, hein? E não é por falta de jogos bons, sempre tem uns aqui e ali... mas essa resenha de hoje não é nem tanto pela resenha, mas por um comentário sobre uma atual tendência na indústria de jogos casuais. Entre tantos gêneros, destacam-se alguns com grande frequência e/ou notoriedade. Os Tower Defenses, sempre populares e instigantes, cada um com suas características definidoras são de longe os mais famosos e comuns. O assunto de hoje, entretanto, é um gênero que nasceu não no meio Flash, mas em um console. É o que eu chamo de "Puzzle Pós-Modernos".
Portal foi, senão o primeiro, o mais marcante deste gênero. Não só é um jogo do gênero de quebra-cabeça – que, daqui pra frente, vou chamar de puzzle, não só porque é mais curto, mas porque eu curto o som da palavra ;) – em primeira pessoa, um caso raríssimo, mas também por sua história. O elemento mais marcante e memorável é seu narrador e ajudante, um computador-guia denominado GLaDOS que, ao mesmo tempo que guia o jogador na experiência marailhosa que é Portal, também deixa escapar frases irônicas e alguns trechos perturbadores da história por trás do jogo.