Tenho pra mim que, quanto maior o público para o qual você escreve, mais claro você tem de se fazer. Clareza evita maus entendidos e, subsequentemente, dores de cabeça e longos minutos explicando o que raios você queria dizer ali. Quando você escreve nessa máquina de distribuição em massa que é a internet, que na maioria dos casos carece de um mecanismo de edição – o que é bom e ruim, mas não é este o assunto de hoje –, então a coisa fica realmente feia.
Enfim, esta é a razão pela qual, após longa deliberação, resolvi que deveria deixar bem clara a razão por que: a) não assisto o Big Brother Brasil; b) não comento sobre o que acontece no BBB, quando por acaso venho a saber; e c) não faço a mínima questão de saber o que acontece nesse programa. Como de costume, vamos por partes.
De início, minha antipatia com o programa não tem nada a ver com seu sucesso. A bem dizer, seu sucesso é completamente independente da antipatia de quem quer que seja. Reconheço aqui, a público, que o programa é incrivelmente popular e quem está por trás disso sabe muito bem o que faz. Não soubesse, não estaria o programa na décima edição. Realmente, o programa é um reciclagem de si mesmo com alguma aleatoriedade jogada em cima, por várias edições foi uma evidente máquina de putaria, mas ninguém pode dizer que a fórmula de dividir a privacidade de dez e mais bocados de pessoas com o país inteiro não dá certo.
