Diz-se que a originalidade hoje está em falta, mas eu discordo. O que ocorre é que a originalidade sempre esteve em falta, pois por definição o original é escasso, e se não fosse não seria tão apreciado(nem quiçá seria original ser original), pois demanda engendra valor e por aí vai. Mas o caminho da originalidade não é sem armadilhas e pequenos ardis. Vejamos por quê...

Imagine uma fila cheia de gente. Imagine que isto é uma metáfora da vida: todas as pessoas do mundo seguindo uma fila gigantesca que vai do nada a lugar nenhum. Perturbadoramente acurado, não? Desculpe-me, esta não é a questão. A questão aqui é que existem três maneiras de andar nesta fila. Obviamente, pode-se andar a favor da fila. Ou pode-se seguir no sentido contrário, se desviando ou empurrando quem continuar no caminho. E você pode simplesmente virar à direita(ou à esquera) e explorar o espaço bidimensional que te cerca.

O primeiro tipo de pessoa, claro, são aquelas que não exercitam a originalidade. Em muitos casos, nem tentam. Mas acho que não vale a pena, para o escopo deste artigo, comentar sobre estes indivíduos metafóricos.