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Bruno Guedes e Toupeiras
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Bruno Guedes & Toupeiras por Bruno Guedes A. Viana é licenciado sob uma Licença Creative Commons
Atribuição — Uso Não-Comercial — Vedada a Criação de Obras Derivadas
2.5 Brasil

Para mais informações, consulte nosso FAQ

AVISO IMPORTANTE!

Talvez você não tenha notado, mas este site já não está mais em funcionamento. Nosso novo ponto é agora o Bruno Guedes e Resenhas.

Em breve este blog não receberá mais comentários, e até o final do ano esta página será transformada em um portal para o novo site, que será enfim transformado em um redirecionamento definitivo.

Portanto, atualize seus favoritos e seu leitor de feeds, e continue lendo nossos textos em nosso novo site!

Tenha um bom dia e obrigado pela preferência!

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O Progresso Linguístico deu Tilt

Escrito por Korso em 20/05/2011 23:20


Boa noite, meu nome é Korso Asclepius e, como talvez vocês já saibam – embora talvez não, são estarrecedoras as chances de que qualquer pessoa que frequentava este site até o ano passado tenham simplesmente o abandonado por agora – sou o que se pode chamar de um "linguista de fim de semana". E o que faz um linguista? Bom, basicamente ele estuda línguas. Sua formação, sua evolução, suas características peculiares. E, como linguista de fim de semana, resolvi dedicar um fim de semana a esta polêmica que está dando a volta na internet em 80 dias: o tal livro de português que ensina a falar errado.

Fareicomo Shakespeare e pularei para a conclusão óbvia: é tudo um exagero sem tamanho, uma verdadeira tormenta em copo de água. E, para iniciar esta defesa de tese em miniatura, comecemos pela evidência A: o texto.

Você pode estar se perguntando: "Mas eu posso falar 'os livro?'."
Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico. Muita gente diz o que se deve e o que não se deve falar e escrever, tomando as regras estabelecidas pela norma culta como padrão de correção de todas as formas linguísticas. O falante, portanto, tem de ser capaz de usar a variante adequada da língua para cada ocasião
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Por que eu parei de ler quadrinhos tradicionais

Escrito por Korso em 02/03/2011 01:03


Esta vai ser uma longa introdução para um texto até bastante simples. Vamos começar pela surpresa que é ter eu, o maior praticante de "ócio criativo", dando o pontapé inicial na nossa publicação de textos. Pois é, alguém tinha que começar, e só começa quando inicia. Acho que isso é o de menos.

Segundo, você deve estar pensando "mas, pelos bíceps de Apolo, o que paralelepípedos faz um pretenso artista do seu calibre falar de quadrinhos?" Bom, quadrinhos são arte. Não acredita, vá ler Scott McCloud. Eu espero... ou melhor, não espero, vai demorar muito. Vamos então concordar que quadrinhos são uma forma de arte tão válida quanto qualquer outra e, sem preconceitos, prosseguir neste texto, certo?

Então, prosseguindo, o que são "quadrinhos tradicionais" aqui. Pense em Marvel. DC. Image. Todos aqueles heróis que você pensa quando ouve a palavra "quadrinhos". É disso que falo. E, finalmente, um pouco de história pessoal aqui.

Depois disso, minha leitura de arte sequencial física(i.e., não incluindo webtiras) foi preenchida com mangás(GUNNM, Shaman King, Evangelion e One Piece, principalmente), quadrinhos independentes(notavelmente, Bone e Scott Pilgrim) e alguns clássicos do gênero como The Sandman e Sin City(só alguns). E, se você estiver contando, a série do Scott McCloud Desvendando/Reinventando/Desenhando Quadrinhos. Por alguma razão, não pensei mais em ler quadrinhos tradicionais desde então.

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Resenha: Duncton Wood

Escrito por Korso em 17/11/2010 23:30


Duncton Wood - A clash of good and evil in the kindgom of moles Descrito como "uma luta entre o bem e o mal no reino das toupeiras", Duncton Wood já está em muito atrasado com sua resenha. Vamos aos fatos, entretanto: achar este livro aqui é mais difícil que Watership Down, não só pela falta de um título nacional(o outro pelo menos é conhecido como "A Grande Jornada"), mas também pela total obscuridade do livro em questão. Em miúdos, é quase como Watership, mas com toupeiras, mais sangue, mais magia negra, mais apologia religiosa indefinida e bem menos coelhos. Pensando bem, não é tão assim como Watership Down.

Uma descrição deste tipo, aliás, não faz justiça à obra. Embora pertença ao mesmo sub-gênero(algo como... um "épico antropomórfico"), Ducton Wood é muito mais, digamos, denso do que Watership Down. Mas chega de comparações, vamos ao livro em si.

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Original e Reacionário

Escrito por Korso em 16/09/2010 20:38


Diz-se que a originalidade hoje está em falta, mas eu discordo. O que ocorre é que a originalidade sempre esteve em falta, pois por definição o original é escasso, e se não fosse não seria tão apreciado(nem quiçá seria original ser original), pois demanda engendra valor e por aí vai. Mas o caminho da originalidade não é sem armadilhas e pequenos ardis. Vejamos por quê...

Imagine uma fila cheia de gente. Imagine que isto é uma metáfora da vida: todas as pessoas do mundo seguindo uma fila gigantesca que vai do nada a lugar nenhum. Perturbadoramente acurado, não? Desculpe-me, esta não é a questão. A questão aqui é que existem três maneiras de andar nesta fila. Obviamente, pode-se andar a favor da fila. Ou pode-se seguir no sentido contrário, se desviando ou empurrando quem continuar no caminho. E você pode simplesmente virar à direita(ou à esquera) e explorar o espaço bidimensional que te cerca.

O primeiro tipo de pessoa, claro, são aquelas que não exercitam a originalidade. Em muitos casos, nem tentam. Mas acho que não vale a pena, para o escopo deste artigo, comentar sobre estes indivíduos metafóricos.

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Além da Terceira Dimensão

Escrito por Korso em 26/05/2010 14:15


Embora não tenha sido nem de longe o primeiro, é impossível negar que foi Avatar que alavancou a onda de filmes produzidos em 3D(ou rapidamente convertidos para exibição em 3D) que prossegue firme e forte, sem sinais de dar um fim. Mas se o que não faltam são pessoas notando que o 3D nada mais é do que uma adição estética superficial ao modo do espectador perceber o filme, também é igualmente verdade que, mesmo que o 3D não fosse apenas um hype usado para vender ingressos mais caros por um custo relativamente barato(embora, a bem da verdade, eu tenho pouco conhecimento sobre a tecnologia de distribuição do filme 3D atual), ele ainda seria uma experiência um tanto frustrante.

Os anunciantes e produtores afirmam que a experiência 3D é inigualável, e embora isto seja verdade e a simulação da real profundidade ao invés da pura sensação de perspectiva numa tela bidimensional seja realmente algo digno de nota, o método é definitivamente espúrio. Em suma, não há nenhuma vantagem em ter um efeito que só é visível com a utilização de equipamento especial(no caso, os óculos), especialmente com essa estranha onda de televisores 3D, o que forçaria o dono a manter um estoque cômico de óculos 3D para todos os seus ocasionais visitantes, ou cada pessoa ter seu par de óculos em si. Para aqueles que precisam de óculos de grau, então, creio que seria um inferno.

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Resenha: A Menina que Roubava Livros

Escrito por Korso em 20/05/2010 00:50


Existem nichos históricos e temáticos da ficção que todos poderiam dizer que já foram mais do que explorados. Épicos medievais com dragões e magos não sobrevivem se não forem especialmente geniais ou clássicos do gênero, e acredito que Dan Brown já gastou até demais suas aventuras turísticas com um mistério como pano de fundo.

A Segunda Guerra mundial é um prato cheio para todo tipo de história real ou não, sejam dramas focados naquela que provavelmente é a maior tragédia da humanidade(falo do Holocausto, obviamente), visões da história sob diferentes pontos de vista, simples histórias de guerra ou mesmo apenas ambientação para algo completamente diferente, como o recente Bastardos Inglórios de Tarantino, que é pura ficção mas não menos impressionante.

E, no meio deste cenário que muitos dirão que já estava gasto antes do final do século XX chegar, A Menina que Roubava Livros de Markus Suzak foi uma obra que tocou meu coração com muita vontade.

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Uma Experiência em Novela

Escrito por Korso em 06/04/2010 18:37


Minha experiência com novelas televisivas é, na melhor das hipóteses, de relance. Não posso evitar que as televisões estejam ligadas justamente no horário e canal das ditas cujas, e daí qualquer conclusão que eu possa redigir acerca das mesmas é meramente ilustrativa, sem muito valor real ou útil, talvez mesmo nenhum. Mas eu tive essa consideração que eu acho interessante...

Por exemplo, o Manoel Carlos. Como já disse uma vez a Iara Alencar, e já é que aceito como verdade universal nesta atual conjuntura da cultura popular, o digníssimo senhor Manoel Carlos anda precisando muito de uma mudança de ares. Não fiz a conferência, mas a Wikipedia me diz que ele já escreveu quase 20 só para a rede Globo de televisão brasileira, e eu estive vivo tempo o bastante pra saber que pelo menos 6 dessas são basicamente a mesma obra. Helenas, Leblon, exterior, temas polêmicos da atualidade, et cetera, et al. Então, no mesmo espírito da minha pergunta levemente retórica e instigante, quase socrática a respeito dos modos de escrita de blogs e microblogs, eu tive esta humorosa, porém pertinente, epifania.

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Uma questão interessante...

Escrito por Korso em 21/11/2009 17:40


Toupeira azul

E se eu escrevesse no blog como escrevo no Twitter?


Korso Asclepius é blogueiro, artista e está com um humor meio vanguardista.


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Resenhas: Cubo, Hibercubo e Cubo Zero

Escrito por Korso em 26/08/2009 16:39


Em primeiro lugar, se você está se perguntando o porquê desta onda de resenhas, é porque as estatísticas não mentem: uma das páginas mais visitadas deste site é a resenha de Efeito Borboleta 2. Então, como diz a canção, "todo artista tem de ir aonde o povo está", e obviamente dar ao povo o que ele quer. Resenhas, eles querem, resenhas, eles terão.

Em segundo, o teor desta resenha não é humorístico, por incrível que o pareça. Há quem faça este tipo de resenha melhor do que eu, realmente estou apenas sendo sincero, a despeito das hipérboles e ocasionais figuras de linguagem.

Sem mais delongas, vamos aos filmes.

Cubo

Cubo

O filme Cubo foi lançado em 1997, dirigido por Vincenzo Natali. Trata-se de uma história sem muito enredo, cenário repetitivo e um myhtos interno nada claro. Entretanto, é um bom filme. Bom, pois apela a pelo menos dois grandes grupos de fãs: apreciadores de filmes onde os protagonistas morrem um a um, de mortes variadas e nada sutis; e apreciadores de thrillers independentes nos quais pouca ou nenhuma explicação é dada sobre o que afinal está acontecendo. Ademais, não é necessariamente horrível, e, se muito, apela à imaginação do espectador, que invariavelmente será levado a imaginar o que diabos está acontecendo, e por que. E, tendo dito tudo o que eu tinha para dizer de bom sobre o filme, vamos à sinopse.

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É Agora!

Escrito por Korso em 22/08/2009 01:48


Revoluções na maneira como a informação é distribuída sempre causam impacto, por razões óbvias. Revoluções são assim. Neste último século a forma como a informação é transmitida se tornou cada vez mais rápida e mais global, o que, além de alimentar a nostalgia de que os velhos tempos eram melhores, pois "nada de mal que acontece nos tempos de hoje acontecia", também alimentou uma crescente tendência imediatista.

É esta tendência que causa aquele estranho e leve desconforto – ou talvez grave, dependendo do nível de imediatismo contraído – ao se ler uma notícia mais velha do que uma semana. Em alguns casos, ainda menos tempo. Enfim, este fato em si é apenas uma consequência dos tempos, e não muito nocivo por si próprio. Mas leve-se em conta duas consequências – ou talvez apenas efeitos colaterais –, e a coisa fica mais séria: temos então falta de atenção e incapacidade de retenção da informação.

Incapacidade esta, aliás, que já foi mencionada aqui mesmo neste blog. Nós, como povo e público, nos tornamos incapazes de digerir tanta informação tão rápido com a mesma eficiência e eficácia que teríamos com uma digestão mais calma, em intervalo mais longo. Esta deficiência foi nos afetando de forma gradual, começando com jornais, rádio, televisão... e finalmente terminando, até o momento, com blogs. E Twitter.

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Rice Boy: um épico surrealista

Escrito por Korso em 17/08/2009 15:13


Em momentos de crise, devemos nos agarrar às oportunidades que aparecem, e, no meu caso, trata-se de uma crise criativa: a inspiração para escrever está à míngua. Sendo assim, me agarro às idéias fugidias que passam pela mente de quando em quando. Neste caso, o fato de uma das páginas mais visualizadas deste site ser uma resenha também contribui para esta que é mais uma resenha de webtira. Desta vez, um épico surrealista, como o título indica.

Rice Boy

Rice Boy, de Evan Dahm se passa em um mundo não especificado, em época também não específica. Trata-se, em suma, de uma história em "era uma vez", mas bem mais elaborada. Trata-se, como já disse, de um épico em 40 capítulos e quase 440 páginas de quadrinhos simples, mas que nem por isso deixam de ser fantásticos. Retomando a sinopse, Rice Boy, o titular protagonista, é procurado por TOE e Calabash, dois estranhos seres(se é que há algo normal nesta história) cuja missão neste mundo é procurar um messias que reestabeleça a ordem no mundo. A princípio relutante, ele se vê compelido a ir atrás de sua missão, e sua jornada será repleta de obstáculos, surpresas e personagens únicos.

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The Tale of How

Escrito por Korso em 27/05/2009 19:09


Em uma subversão do velho dito "se não tem nada de bom a dizer, não diga nada", na nossa falta de conteúdo totalmente(ou quase) proveniente de nossa estrutura neural, ao invés de lhes presentear com um texto, lhes presenteamos com uma indicação. Mas antes, uma curta resenha.

Antes de mais nada, adoro animação, sobretudo em duas dimensões. É uma forma de arte cheia de recursos próprios e diferenciáveis, e tudo o mais... Mas, principalmente, ver as imagens se mexendo mexe com alguma admiração primordial dentro de mim de forma que muitas vezes nem animação em três dimensões consegue. Por isso mesmo fico meio dividido com relação a The Tale of How. Fora o óbvio recurso 3D usado para animar um dos poucos personagens com um nome, a coisa toda é feita em texturas muito complexas, o que deve ter levado um esforço épico para animar. Verdade seja dita, ainda tenho que assistir o making of, então são grandes as chances de eu sofrer uma desilusão...

Mas enfim. The Tale of How nos conta a história de Otto, o Monstro, e dos dodôs(que, por alguma razão, são chamados de "Piranhas") que crescem da árvore que cresce em sua cabeça. Otto, como todo ser vivo, precisa se alimentar, e no meio do Oceano Índico, tudo o que lhe resta são as pobres aves, que, desesperadas, lançam ao mar mensagens e mais mensagens de socorro. Enfim, um rato branco chamado Eddy, o Engenheiro, lê suas preces e aparece para ajudá-los. Como isso chega a um final feliz, isso é algo que você vai ter que assistir.

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Resenha: God's Debris

Escrito por Korso em 29/04/2009 02:05


Depois de 1/0, achei que estaria livre de leituras existencialistas e reflexivas por um tempo. Pouco tempo depois me lembrei deste livro que estava "engavetado"1 e esperando minha leitura já há alguns meses. Devo dizer que a experiência foi emocionante.

God's Debris: A Thought Experiment("Detritos de Deus: Uma Experiência em Pensamento") é mais um relato do que uma história, e conta sobre um entregador que é encarregado de deixar uma encomenda a um estranho velho que se revela ser mais do que qualquer coisa que ele esperaria. Grande parte do livro é um diálogo entre o narrador sem nome e o velho Avatar a respeito de muitos tópicos, mas principalmente a natureza do Universo.

Como Scott Adams comenta em seu prefácio, este livro está em algum lugar entre a ficção e a não-ficção. A história definitivamente não é real, e muitos fatos são assumidos, mas existe muito de real no discurso da obra, e nada deve ser tratado levianamente. É difícil descrevê-lo sem relatar as conclusões tiradas ao longo do longo diálogo e tornar a leitura inútil, mas farei meu possível.

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Sarcasmo, ironia e texto

Escrito por Korso em 22/04/2009 02:29


Gosto de títulos simples tanto quando os gosto criativos. Este título está aqui justamente pelo que deve: explicar justamente a estrutura deste texto. Falemos de sarcamos, definamos ironia, e relacionemos então tudo com o texto. Mais simples, impossível.

Sarcasmo é uma figura de linguagem que consiste em inserir um tom depreciativo em uma frase, de forma que seu sentido seja implicitamente deturpado, transformando seu significado em seu oposto polar, ou distorcido. De forma geral, o sarcasmo como um hábito é mal visto socialmente, e normalmente associado a negativismo. Segundo Oscar Wilde, "o sarcasmo é a forma mais baixa de inteligência". É um conceito facilmente identificável, quando se dispões de seus traços indicativos – inflexão, expressão facial e corporal, et coetrea.

Ironia, por outro lado, é um conceito complicado e demasiado confundido e mal usado. Antes de mais nada, a canção Ironic da Alanis Morisette não possui exemplos de ironia, salvo talvez um ou dois. Trata-se de um livro-texto do mais completo azar e desgraça generalizada, entretanto. Ironia, entretanto, só se pode definir como uma de várias variedades. A forma mais "popular" de ironia é a dramática, em que uma situação é irônica devido a fatores descohecidos para os envolvidos, conhecidos apenas pelos espectadores. A ironia "pura", caracterizada como "verbal", consiste em dizer o contrário do que se diz, sem nenhuma inflexão ou dica, senão uma intuição extraordinária – ou algum conhecimento prévio a respeito do autor – para perceber este caráter sem que haja nenhum fator levemente óbvio, que é o que diferencia a ironia do sarcasmo. Os outros tipos não fogem muito desta definição, com exceção da ironia socrática, que é, na realidade, um artifício de argumentação. Voltemos à ironia convencional e sarcasmo.

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Pirataria: é sério

Escrito por Korso em 25/03/2009 16:48


Não vou iniciar nenhum discurso criminalista anti-pirataria. Tampouco vou incentivá-la, glorificandp-a como uma resposta legítima à cobiça exagerada das grandes corporações. Tanto pelo contrário, quero apenas deixar bem claro duas coisas: a primeira, que pirataria, como quer que seja definida, existe; e, segundo, que ambos os lados deveriam levar o assunto mais a sério.

Comecemos definindo o que será considerado ato de pirataria para os fins deste artigo. Tecnicamente, qualifica-se como pirataria legítima o ato de apropriar-se indevidamente da propriedade de outrem e, posteriormente, obter lucro de sua distribuição. Tecnicamente, falsificação não é pirataria, embora seja ato igualmente criminoso, e baixar um filme não é exatamente pirataria, é apenas roubo de propriedade intelectual. E é, tecnicamente, crime, pelo menos neste país. Entretanto, para os fins deste artigo, enquadra como "pirataria" o ato de obter e/ou distribuir cópias ilegais de tais obras. Agora que está tudo bem definido, vamos escolher um lado pra começar.

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De Tradução e Translação - Parte 2

Escrito por Korso em 07/02/2009 16:42


Mudando nosso foco para casos mais... complicados, analizemos a tradução de nomes. Por via de regra, não se traduz nomes, a não ser capitalizações óbvias(como "Deus", por exemplo). Mas nomes significam algo, mesmo que em outra língua1. Então, o que fazer quando um nome é obviamente tem um significado na língua original, mesmo que, se traduzido, perca a sonoridade de um nome verossímil. A versão brasileira de Discworld, de Terry Pratchett, trabalha de forma interessante com este conceito. o Discworld – nome não traduzido, ainda bem – é um universo semi-medieval fantástico, não diferente do universo Tolkeniano que inspira jogos como Dungeons & Dragons e outros do gênero. A ocorrência de nomes "significativos" é justificada pela influência Tolkeniana, que por sua vez tem raízes em mitos antigos. Logo, "Weatherwax" se torna "Cera do Tempo" – nome, aliás, impróprio: talvez "Cera do Clima" fosse mais correto, embora talvez consonante – e "Twoflower" é nomeado "Duasflor". Nomes de locais, ou que simplesmente não ficariam bem traduzidos, foram mantidos, incluindo o personagem Rincewind, o que mais tarde se torna uma nota de rodapé explicativa.

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De Tradução e Translação - Parte 1

Escrito por Korso em 07/02/2009 00:43


A propriedade intelectual de um artista é muito mais do que aquilo que está impresso, ou mesmo manuscrito. Trata-se também de todo o subtexto embutido na obra, de tal forma que a sua adaptação é um ato de considerável periculosidade, pois ou o subtexto sustenta a obra, e portanto a sua modificação a torna, de certa forma, imprestável; ou o subtexto acompanha a nova forma, causando implicações jamais imagináveis. É por isso, então, que a tradução é um assunto deveras complicado.

Apóio a tradução de obras de todo meu coração. Conquanto defenda também que a apreciação do texto em sua língua original é imprescindível para o entendimento do todo, a tradução torna a obra acessível a aqueles que, por uma razão ou por outra, não leriam a obra original. Ou não podem aprender a nova língua – afinal, creio que haja um limite para o número de línugas que uma pessoa pode aprender, e, por mais que eu queira, saber inglês, alemão, grego, russo e japonês fluentes está um bocado fora de meu escopo intelectual –, ou porque não se interessariam mesmo pela obra se não fosse traduzida. Mesmo a adaptação da obra para um novo meio traz novos fãs, muito embora os leais fãs "de verdade" invariavelmente questionem a veracidade da admiração destes novos asseclas. A adaptação de muitos clássicos para o cinema nos recentes anos é um exemplo vivo desta tendência, e embora a adaptação seja sempre falha em algum ponto – eu ainda exijo meu Senhor dos Anéis com a participação de Tom Bombadil –, ela tem sua boa intenção. A acessibilidade é um movimento importante para a vida de qualquer obra.

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1/0: Pós-Modernismo e Filosofia

Escrito por Korso em 10/12/2008 22:26


1/0 é indefinido. Não é um resultado totalmente reconhecido pela matemática, não somente devido ao fato de que qualquer coisa dividida por zero deve ser "infinito", algo que nem sequer é um número, mas também porque é um número simultaneamente positivo e negativo. É um paradoxo. Uma impossibilidade. Mas, assim como hipercubos e buracos negros, ele existe. (Toupeira Profissional, sobre 1/0)

1/0 é também o nome de uma webtira1 em 1000 episódios que conta a trajetória de um mundo, desde o início até seu fim. Tudo se inicia, claro, com a luz, e termina com a ausência dela. No meio disso tudo, os personagens constróem suas vidas, exploram a física improvisada de seu mundo e interagem com Tailsteak, o criador e narrador da história.

Um parêntese, porém: o conceito da Quarta Parede2 é regularmente destruído no universo das webtiras. O que demonstra mais fortemente a falta desta parede é a capacidade dos personagens de, de uma hora para a outra, tomarem consciência de suas vidas como personagens, mesmo que apenas temporariamente. Normalmente isso é usado com fins humorísticos, e 1/0 faz o que pouquíssimas outras webtiras ousaram fazer: tentam levar a coisa a sério.

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Resenha: A Caverna

Escrito por Korso em 13/11/2008 12:59


Realismo fantástico é um dos gêneros mais interessantes de literatura, na medida em que, sendo um ponto médio entre dois outros gêneros bem fundados – obviamente, o realismo e a fantasia –, é preciso sempre medir, consciente ou inconscientemente, a quantidade certa de realidade e fantasia para que o texto não se incline demais para um lado ou para o outro. A mistura, em proporções corretas, se torna um texto sublimemente rechado de elementos aparentemente incompatíveis. E, findo este interlúdio, vamos à análise em si.

Em A Caverna, Saramago narra a história de um oleiro que tenta contornar a situação desagradável de ter sua produção vista como desnecessária pelo grande Centro – um misto de shopping center e condomínio –, e portanto em risco de ter de deixar o negócio. A narrativa segue em ritmo constante, em meio a discussões filosóficas entre pai e filha – e genro – a respeito da natureza humana, alegorias diversas e as digressões costumeiras do autor, até atingir um clímax inesperado e certamente chocante.

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Dentro de alguns anos...

Escrito por Korso em 27/09/2008 22:20


Diz-se que artista não recusa inspiração, mas isso é mentira. Eu, como representante da classe neste site que vos... escreve, declaro que seleciono a inspiração que me vem com critério talvez até duro demais, em vista da escassez de textos. Mas vamos ao que nos interessa: uma inspiração que me atinge em cheio nesse exato momento.

Juliana Sardinha se pergunta, em meio a chacotas e mesmo observações sérias a respeito de um horrível site imensamente mal projetado apresentado no Contraditorium, se algum dia talvez a língua oficial deste país seria esse arremedo de linguagem que se prolifera ne internet. Já comentamos sobre o assunto. Hoje vamos estendê-lo.

Realmente: poderia esta linguagem truncada e dita "errada" substituir nosso tão querido modo de falar? Impossível não, é, pois logo se vê que este é o processo pelo qual latim se torna português, e português se torna brasileiro; um processo que nos deu um conciso "você" em lugar de um deselegante e desenecessariamente longo "Vossa Mercê". A língua deve evoluir, caso contrário se torna, basicamente, um fóssil. E todo mundo sabe o que acontece com fósseis.

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Resenha: WALL-E

Escrito por Korso em 27/08/2008 00:53


Peço desculpas pelo incrível atraso. Quando fomos assitir WALL-E, não era nem meio de Julho, e só agora consegui terminar a resenha propriamente dita. Sem mais delongas, lhes apresento:

WALL-E

Resenhar animação da Disney-Pixar é complicado. A não ser por algumas coisas(o enredo, de vez em quando), é difícil ceder à tentação de dizer "Maravilhoso! Estupendo! Magníííífico" logo de uma vez e ir escrever uma tese de mestrado ou coisa assim com o tempo livre. Então vamos por partes.

O trabalho gráfico da animaçao não deixa a desejar de forma alguma. Os cenários, os personagens, as catástrofes naturais... tudo feito com a maestria de sempre. Incluindo algumas cenas que parecem ter sido feitas simplesmente para dizer "olha o que a gente consegue fazer!", e são fascinantes ainda assim. E WALL-E tem um aspecto interessante, de que o cenário parece incrivelemente real, sobretudo as paisagens terrestres. Embora os personagens – sobretudo os humanos – tenham uma aparência um tanto "cartunesca", o cenário é, definitivamente, foto-realístico e extremamente convincente.

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Preview: Os Desafinados

Escrito por Korso em 21/08/2008 12:57


Publicidade é uma coisa maravilhosa. Não preciso descrever o processo pelo qual se dá a negociação, avaliação e subsequente efetuação da publicidade em si. Vocês reconhecem publicidade quando vêem, corret?

Bom, acreditem ou não, nos requisitaram um texto publicitário básico. Nos enviaram um bocado de informação – muito embora grande parte dela teve que ser literalmente caçada, leiam logo mais – via email – e pasmem, usaram o mal falado e mal usado formulário de contato – para Bruno Guedes, que repassou a tarefa para mim. Porque essa pretensa publicidade toda é para um filme. Com vocês, o teaser.

E uma sinopse. Só pra começar.

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Eles crescem tão rápido, digo, devagar...

Escrito por Korso em 13/08/2008 12:43


Por mais que confie nas formas mais desprezadas de arte – animação, games, arte sequencial(comics/mangá)... –, definitivamente nunca pus muita fé no quadrinho nacional. Sim, temos muitas tiras de jornal boas, simplesmente adoro Níquel Náusea, e Piratas do Tietê é bastante interessante. Entrementes, no que se trata do, digamos, "épico sequencial", não costuma vingar muito. Ou isso, ou ando definitivamente muito mal informado, mas existem muito poucos grandes expoentes. Tivemos Holy Avenger, que era realmente um épico de fantasia medieval no melhor estilo "amangazado". E temos a Turma da Mônica, que é, talvez, nosso maior sucesso. Convenhamos, mais de 40 anos não se conquistam com qualquer merda.

Mas enfim, 40 anos da mesma coisa cansam, que digam os leitores de Garfield. Sim, inovação não faltou à equipe do Maurício de Sousa para manter as histórias novas. Bem, pelo menos um bocado de atualização de lá pra cá, embora os temas e os enredos não mudem muito. O estilo também ficou mais fluido, o que é... bem, não sei se é bom ou ruim, é incerto. Mas nada drástico. Então saem as notícias: a querida turminha vai sofrer um "art shift" geral, além de envelhecer alguns anos. O resultado? Isso:

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Entendendo (ou não) Guimarães Rosa

Escrito por Korso em 03/08/2008 21:33


Est modus in rebus, e, como tudo na vida, há escritores e escritores. Há escritores concisos e prolixos. Narradores e descritores. Dramáticos e cômicos. Simples e complicados. Cada qual com seu mérito, seu público e seu estilo, de tal forma que eu não me atreveria a classificar ninguém como melhor – ou pior – do que ninguém. Arte é arte, e cada qual vale pelo que tem, mas eu divago. Vamos ao que interessa.

Guimarães Rosa, sem dúvida, não é um escritor simples. Quem dera fosse, seria então jogado por terra o mito do "Guimarães complicado". Não falo de sua linguagem, ou de sua narrativa. Ambas são simples, é tudo uma questão de ouvir, ao invés de ler, o texto. Como testemunho de primeira mão, Maristela Guedes nos relata o método perfeito para ler Grande Sertão: Veredas em três dias: imagine que é tudo uma conversa. Uma conversa unilateral, mas enfim: o "ponto" é a oralidade. Quando se ouve, tudo parece tão simples, porque afinal é. Não é isso que é o complicado em Guimarães Rosa.

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O Pescador de Caravelas

Escrito por Korso em 01/07/2008 21:57


Comentários Iniciais: Este é nosso primeiro conto disponível a público, lembrando que, segundo nossa licensa Creative Commons, não é permitida cópia sem citação do autor(eu ou Bruno Guedes, de preferência ele). No mais, aproveito para demonstrar a estrutura da apresentação de contos e também alguns textos de referência do Guedes Mythos em geral. Primeiro, um comentário meu, depois um dele, seguido do corpo do texto sem interrupções, e por fim uma leve auto-análise minha. Aproveitem, portanto.


Bruno Guedes Comentário do Rapaz: Este é um tributo à idéia original do que teria sido um livro de mesmo título. O livro seria um tributo a Malba Tahan, uma história de trejeitos arábico-Tahanianos e repleta de pequenas fábulas e parábolas. Infelizmente a história estacou em um ponto de onde não saia muita coisa, por isso foi abandonada, e desovou esse pequeno requiém. De certa forma, honra perfeitamente a função.

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Creative Commons e o Rapaz Autor

Escrito por Korso em 19/06/2008 00:10


Fato: a partir da semana seguinte, este site passará a ser licensiado pela Creative Commons.

Não nos entenda mal, o Rapaz não tem nenhuma pretensão de achar que seu conteúdo é plagiável, até porque não seria. Não há lógica em plagiar o conteúdo de um site do qual três quintos dos autores são toupeiras e os dois restantes não andam bem da cabeça. Em primeira instância, plágio não é o nosso medo.

Minto, é, mas não dos artigos. Afinal, não há nada aqui que seja precioso de tal forma que queiramos proteger apenas para nós. Até o atual momento, tudo o que escrevemos deve estar disponível ao público, e se o conteúdo vazar, é o de menos. Não será nada agradável, mas estando o conteúdo intacto, tudo ótimo.

Mas existe algo que, embora será publicado nessa rede imensa, deve permanecer com um pé sobre nossa autoria. Os planos do rapaz para a semana que vem é começar a publicar contos. E, como seria de se esperar, eu sou o encarregado curador, comentarista e crítico dessas obras. Não só contos propriamente ditos como algumas – ou até várias – descrições referentes ao Mythos de Bruno Guedes. Porque se tem uma coisa que ele faz praticamente no quilo é criar mitologia...

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Resenha: Watership Down

Escrito por Korso em 13/06/2008 13:33


Watership Down, por Richard Adams Se você não conhece esta obra prima de Richard Adams(nenhuma relação com Douglas Adams, suponho), você não faz idéia de como ele é bom. Um dos maiores desafios de todo consumidor de arte/cultura é tentar responder à famosa e exigente pergunta "É sobre o quê?" Se você me perguntasse "Esse tal de Watership Down, é sobre o quê?", eu diria "Coelhos. É sobre coelhos." E não estaria nem um pouco longe da verdade, embora parecesse estar longe da minha sanidade.

Watership Down, de fato, é a história de um grupo de coelhos que abandona sua coelheira(na falta de um termo melhor para "warren") para procurar um novo lugar para morar, visto que sua antiga morada está condenada, ou assim diz Fiver, o jovem profeta do grupo. Daí pra frente a história menciona as dificuldades pelas quais eles passam, os locais que visitam, até chegar a Watership Down, onde eles criam uma grande toca e uma nova etapa da história se inicia(sim, a história segue além).

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Estilos Literários da Internet: Miguxismo

Escrito por Korso em 16/05/2008 15:12


Como disse em um texto anterior, a necessidade de abreviação devido ao alto preço de alguns bytes se degenerou em um total desrespeito às normas gerais da escrita culta da língua portuguesa. Isso não seria de todo ruim se se resumisse à forma, mas infelizmente a degeneração finalmente atingiu o conteúdo, gerando textos que se tornam praticamente ininteigíveis para alguém que não faça idéia do contexto no qual o texto se insere – ou, por vezes, até para quem conhece esse contexto.

Acredite ou não, entretanto, existem pessoas que adotam essa total ininteligibilidade gratuita como forma oficial de comunicação. Não se resumem apenas a transforma o que é legível em ilegível, mas a enfeitar aquilo que por si só já era ininteligível.

Por alguma piada causal do Universo, tal forma de comunicação ficou fortemente associada à subcultura denominada "Emo", que vai além da música "Emo" por si só. Por sua vez, por causa de um determinado verbete desse dialeto caótico, eles são chamados "miguxos". E, portanto, seu dialeto é chamado, muitas vezes, de "miguxês".

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É pedir demais um bom português?

Escrito por Korso em 09/05/2008 13:28


Não é de hoje, é de muito tempo. Já faz desde que a Internet é brasileira – ou, em termos alternativos, os brasileiros invadiram a Internet – que as pessoas nesse país escrevem errado. Ou, melhor dizendo, escreviam abreviado até que realmente começaram a escrever errado. Vamos ver como a coisa evoluiu e por que caracóis a coisa está fora de controle e deve ser detida o quanto antes.

Bom, tudo começou quando a Internet estava em seus primórdios, por assim dizer. Era lenta e cara, se você consegue conceber uma coisa dessas. Enfim, por isso as pessoas precisavam escrever rápido e pouco, para economizar banda, porque cada byte era considerável. Então compare esta frase:

Olá, como vai você?
com a versão reduzida:
oi, cm vai vc?
e veja que a segunda versão é bem mais curta que a anterior e portanto ocupa menos banda e é enviada mais rápido. Em larga escala, isso era necessário em alguns casos. Com o barateamento e acréscimo da velocidade da internet, isso não era mais estritamente necessário, embora seja útil para fins de velocidade de digitação. É mais rápido, e hoje em dia ninguém pode perder tempo, fazer o quê...

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Resenha: Efeito Borboleta

Escrito por Korso em 28/04/2008 14:38


Efeito Borboleta(Butterfly Effect) é um desses vários sucessos lançados há algum tempo que só tive o prazer (ou desprazer) de assistir recentemente. Mais exatamente, na semana passada.

O filme, nesse quesito, pertence a outra classe de filmes, aqueles aos quais assisti a sequência antes do primeiro. Ou segundo, em um caso. Para minha pessoa, em particular, não há problema algum nisso, visto que eu não me importo em saber o final ou o que seja. Em alguns casos, conhecimento à frente é ainda mais estimulante e o que importa é como a história se desenrola, e não exatamente seu desfecho. Pelo menos, é no que acredito. Mas voltemos a "Efeito Borboleta".

É tarefa deveras difícil resenhar filmes sem revelar pontos importantes e vibrantes da trama, mas no caso de "Efeito Borboleta", é impossível. Se não o fizermos, será apenas uma resenha superficial a respeito de uma história da qual não podemos falar, efeitos especiais que não podemos mencionar e sacadas geniais que não podemos contar. Então, lá vai.

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A notícia está se espalhando tão rapidamente meio aos muitos e muitos blogs que ninguém pára para pesquisar e procurar a verdade. A salsa se alastra rapidamente por essas notícias mal divulgadas, e parece que cabe a mim e exclusivamente eu para tentar ver o famoso outro lado da história. Nota: enquanto conto a história, vou contando os indícios de "boatismo".
Pobre cão?
Segundo notícias correndo em e-mails desde outubro de 2007 [indício número 1: a notícia corre anonimamente há muito tempo], um artista de nome Guillermo Habacuc Vargas fez uma performance polêmica ao amarrar um cão faminto em uma galeria de arte na Nicarágua, logo abaixo de uma parede com palavras escritas em ração. O cão havia sido capturado nas ruas da Nicarágua no dia anterior. Segundo relatos [indício número 2: não há nomes relacionados aos relatos], o cão foi mantido em estado de fome e sede intensas por toda a exposição até morrer a olhos vistos de inanição [indício número 3: sensacionalismo, doce sensacionalismo!]. O pior? O monstro(é, é assim que chamam o sujeito. Disso pra cima!) quer repetir a dose na Bienal de Honduras este ano!

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Arte é arte é arte... e fim de papo

Escrito por Korso em 11/04/2008 19:34


Composição em vermelho, amarelo e azul, Piet Mondrian Como correspondente artístico, me vejo no dever de escrever sobre o assunto, sendo o assunto a definição do que, afinal, é arte e o que não é. Mas aviso que a coisa é mais complexa do que parece. Mais do que isso, sim...

Primeiro, não existe um consenso do que exatamente é arte. Não falo dos "absurdos" e "impropérios" de considerar um monte de entulho ou fotografias de pombos em toalhas de plástico como arte, coisa atribuída à "arte moderna". Van Gogh tinha problemas para vender seus quadros, todo mundo sabe. Hoje é um ícone. Acontece.

O problema, amigos está na definição de arte. Do Wikcionário:

arte
1. forma de expressão subjetiva do ser humano.
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Bloqueio Mental: razões e profilaxia básica

Escrito por Korso em 03/04/2008 14:28


Assim como tudo na vida, criatividade tem limite. Quando o poço de criatividade seca, por alguma razão, temos o temido e malfadado "bloqueio mental".

Primo próximo do famoso "branco" muito comum em vestibulandos e pessoas em processo de prova em geral, bloqueio mental é o nome dado ao famoso sentimento de que, caralha, tá foda escrever alguma coisa.

Bloqueio mental acontece com qualquer um, sem levar em conta ordens de grandeza ou coisa do tipo. Eu, você, Edward Munch, Cardoso, todos estamos à mercê dessa sombra. Então, o que fazer quando a mortalha da criatividade paira sobre sua cabeça? Algumas coisas...

1) Não parar de tentar - Para chamar criatividade, é preciso gritar um pouco. Metaforicamente falando, não saia pela rua gritando pela criatividade, isso é considerado comportamento nada padrão na sociedade... Enfim, tente. Force. Não vai sair nada de bom, mas vale a pena tentar, porque idéias não nascem exatamente do nada. Mesmo aquelas que parecem vir do limbo aparecem da associação de idéias menores e menos importantes. Resumindo: o caminho para o uroboros passa pela cobra. Sim, referência obscuríssima. Próximo!

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Acontece. Todo escritor ou artista em geral chega a um ponto em que sente que a obra criou vida própria. É absolutamente normal. Principalmente quando a história é desenvolvida por partes/fascículos/episódios/volumes, é absolutamente comum que, de uma hora para a outra, o enredo saia de controle e comece a tentar andar com as próprias pernas. O grande lance é tomar cuidado.Para isso, Korso Asclepius está aqui para te ajudar com regras fáceis de serem seguidas!

1 - Estabeleça limites. O fator mais comum de perda de controle do enredo é quando as coisas começam a ir longe demais. Se você não tomar cuidado, seu anti-herói se torna um psicopata sem coração e seu universo acaba com tantos sobreviventes que dá pra contar nos dedos da mão. Estabelecer limites é fundamental para não acabar numa escalada em direção ao infinito. Aliás, adoraríamos que os escritores de DragonBall Z tivessem prestado atenção a esse princípio simples.

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Estilos Literários da Internet: Hyperlinkismo

Escrito por Korso em 20/03/2008 00:32


Bem-vindo sejam, caros leitores, ao espaço de Korso Asclepius. Como é de se esperar, o assunto aqui é arte.

Cada época é marcada, mesmo que de leve, por uma quebra de padrões e um estilo de vanguarda. Seja na música(que, infelizmente, não está tomando um bom caminho...), na pintura, na escultura, na literatura, na moda... Mas como eu sou uma negação em moda, e a música, como já disse, está indo mais em direção à própria destruição que qualquer coisa(na minha humilde opinião talpídea, claro...), falarei de literatura.

Adoro quando os menos jovens dizem que "os jovens de hoje são muito acomodados". Não consigo deixar de pensar que, por baixo da suposta acomodação no melhor estilo Elis Regina de ser...

Ainda somos os mesmos e vivemos
como nossos pais
... existe uma vanguarda oculta aos olhos anacrônicos de quem ainda não se adequou a um mundo que se transforma rápido demais. Digo que em campos não muito explorados por quem não muito se interessa, existe uma revolução estilística acontecendo. A internet, meus caros, desenvolve um estilo próprio que vai muito além da Net2.0 e do "internetês". A internet é, por si só, um universo de estilos literários. Dos quais hoje falaremos do hyperlinkismo.

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