Desculpem a demora, são as provas, e também um período de espera para ter certeza de que o sistema não vai aprontar de novo tão cedo. Estamos de volta com nossa programação normal.

Essas últimas semanas foram... interessantes. Várias coisas aconteceram, incluindo o maior flamewar da histórias dos blogs, uma nova lei que proíbe totalmente a combinação bebida + direção e, pelo visto, mais uma medida de segurança para a Internet feita por gente que não entende de Internet. É, foram tempos turbulentos. Mas houve algo que mexeu mais comigo de outra forma, e é a volta de Suelen Pessoa ao universo da Internet. Pelo menos temporariamente.

Foi desde o título que Suelen me fez pensar nesse site que vos fala. E no futuro. Porque, afinal, todos nós vamos para algum lugar, e a pergunta fundamental(não, não aquela) é Para onde estamos indo?

Porque, afinal, até blogs andam para algum lugar. Então vamos às considerações divagantes de Bruno Guedes...


A começar, para todo odiador de "blogs-diarinhos" que estejam lendo isso: é inevitável, este blog vai ficar mais pessoal com o tempo. Sim, inevitável, por várias razões, incluindo a própria origem do site — um sistema criado por mim e escrito por mim, cinco vezes —, a natureza do site — blog, abreviação de weblog, do inglês diário na web —, e sobretudo o nome do site. Não vou mentir pra ninguém, cada vez mais teremos mais "eu" por aqui. Mas não temam, eu não vou ficar contando cada minuto da minha vida, nem eu teria saco pra isso, seja escrever ou ler tal coisa. Mas não posso ser impessoal. Não consigo. Então vocês já sabem: não gostou, pode ir. Pra quê um leitor que me odeia?


Conforme eu disse, muitas coisas aconteceram, então porque eu não escrevi sobre elas? Simples: hype backlash. Não que eu odeie hypes por natureza. Eu só não gosto de ficar falando nas coisas que todo mundo já está falando, fico me sentindo um eco. Menções rápidas? Ok. Escrever um texto inteiro sobre o assunto? Nããããão...

Além disso, eu não me sinto bem comentando notícias. Embora eu não esteja condenando quem escreva sobre tais coisas, acho que blogs devem ter mais "conteúdo original". Senão, podem ser sites de notícias, com um comentarista interino. Conforme dito, nada contra quem faz — é bom ter conhecimento do que ocorre via blogs, é melhor do que os sites de notícias tradicionais. Mas eu não fui feito pra isso. Gosto de inovar. Se não gostasse, não teria feito o site com a premissa que tem, correto?

E quanto ao caso Bluebus... sinceramente, eu nunca tinha ouvido falar em tal site antes. Ligar pra opinião de um troço tão mal-feito que nem esse site? Ah, qual é, só vai atrair mais visitar... Izzy Nobre tem razão, deixem que se exploda que é melhor.


Existem algumas coisas que eu nunca imaginei quando comecei esse site. Por exemplo, que ser cinco pessoas — okay, quatro e meia — seria tão trabalhoso quanto é. Além disso, nunca imaginei que, mesmo com uma boa idéia na cabeça — alguns exemplos: origens de nomes na ficção, resenhas de trocentos jogos, um curso básico de Linux —, eu teria uma dificuldade sem noção de realmente escrever tais coisas. Sim, amigos, escrever dá trabalho, embora eu já soubesse disso desde que comecei a escrever contos — O Garoto Sem Sombra, me lembro bem, foi o primeiro; até hoje teve dois remakes, e foi lido por talvez 15 pessoas.

Principalmente, que eu teria leitores assíduos. Não, sério, isso é parte meu mecanismo anti-orgulho natural — outra coisa sobre a qual tenho que escrever — e parte simplesmente auto-indulgência. Não sei como será, por exemplo, se o número de comentários por post, em média, subisse de 4 pra 72. Sinceramente, acho que teria medo. Daí pra frente, cada palavra, cada frase, cada conceito seria uma bomba em potencial. Ter poder de influência me dá pavor, responsabilidades grandes são o tipo de coisa que eu não me imagino tratando com competência. Pra se ter uma idéia, a razão básica pela qual eu não cursei Medicina é que eu não confiaria às minhas mãos a vida de alguém. Não, não sei explicar por quê. Prossigamos.


E, afinal, o que o futuro reserva para Bruno Guedes, toupeiras e Token? Ninguém sabe. A não ser alguém que seja (realmente) clarividente. Até lá, eu não garanto nada. Nem que esse blog não entre em combustão espontânea...