Okay, creio que nunca houve um "A Saga de um Notebook" original, mas é porque a primeira visita do meu querido colega foi relativamente sem problemas... exceto porque a AT fez o pedido e as peças nunca foram enviadas, e eu tive que ligar diretamente para o fornecedor pra ver se eles se tocavam... mas enfim. Isso foi em 2009. Este drama pessoal agora é mais atual. E nem é tão dramático, mas eu estava a fim de preencher tempo e manter o blog rodando(e, não, eu não me esqueci da Serena, a pastora de galinhas... fica pra próxima!). Então, vamos à última visita de meu caro computador portátil à assistência técnica...

Tudo começou em Novembro, quando, pela segunda vez, meu querido Positivo Z80 começou a demonstrar problemas na tela. Quando a tela era movida, a imagem se embaralhava toda, e era preciso dar uma balançada no monitor para que a imagem voltasse. Nada grave, mas como a garantia iria expirar em 29 de Dezembro, eu tinha que agir rápido. Esperei acabarem todas as atividades do ano para finalmente fazer meu backup e enviar o coitado para receber os devidos cuidados. Finalmente, no dia 22, ele foi deixado numa autorizada e eu fiquei tranquilo.

(Há uma história um pouco mais dramática por trás dessa, na qual eu perdi um dia inteiro devido a problemas de comunicação, trânsito e uma pequena falha de pesquisa de minha parte... mas eu não estou a fim de relembrar, e acho que a paciência de vocês tem limite. Prossigamos.)

Uma semana depois me deram o diagnóstico: tela e memória com problema(eu nem tinha percebido o problema da memória), e me deram um prazo de 15 dias úteis pras peças chegarem, mais alguns pra efetuar a troca. Como eu suspeitava, seria só um mês depois que eu poderia ir pegar meu amigo de volta. Pelo menos, dessa vez as peças foram realmente enviadas e chegaram no tempo previsto. Enfim, no dia primeiro de Fevereiro, eu poderia pegar meu notebook de volta, e estava muito animado. Animado o bastante para não me importar em pegar um ônibus pra quase atravessar a cidade e esperar quase uma hora na fila. Eu estava, realmente, radiante com a perspectiva de retornar às minhas atividades normais.

Então, cheguei em casa com ele na mochila, liguei-o na tomada e me pus a checar como ele estava(estava bem). Qual não foi minha surpresa, entretanto, quando a bateria acabou. Devo lembrá-los, então, que ele estava devidamente ligado à corrente elétrica. Nesse momento, minha esperança, que voava leve como uma mariposa em uma corrente ascendente, afundou como uma pedra.

Como eu estava impossibilitado de levar o aparelho de volta imediatamente, eu resolvi fazer algum diagnóstico por contra própria. Dos três componentes possivelmente defeituosos, risquei logo a bateria, visto que ele tinha ligado sem problemas anteriormente. Logo, era um problema do próprio conector de força do notebook, ou do adaptador AC/DC.

Um multímetro e algumas medições comparativas com outro carregador equivalente(mas que não se encaixava na minha entrada, infelizmente) depois, constatei que o cabo estava bem. A possibilidade, então, era de um problema no próprio conector DC do notebook. O que era mais grave, entretanto, era que ele não tinha apresentado este problema antes de ir para a autorizada. O que era ainda mais grave, entrementes, era que a garantia já tinha expirado.

Então, na quarta-feira, comecei minha cruzada de tentar ligar para o local e descobrir se eu poderia efetuar este novo conserto livre de custos. Como não consegui contato(o telefone ou estava ocupado ou simplesmente não atendiam), resolvi usar a tecnologia a meu favor e mandei um e-mail. Algumas horas depois, e a resposta veio: talvez. Em todo caso, como não haviam passado três dias desde a retirada, eu poderia fazer o diagnóstico e orçamento livre de custos, se não fosse possível conseguir a peça na garantia. No mesmo dia, lá fui eu.

Logo que cheguei em casa pensei em começar a ligar para descobrir se já tinham feito o diagnóstico e tudo o mais, mas resolvi relaxar. Mesmo que estivessem tratando o caso com urgência – e estavam, pois era uma re-entrada –, era improvável que ficasse pronto tão rápido, além de que eu não tinha o menor ânimo para voltar lá hoje de ônibus no calor infernal que anda fazendo em Belo Horizonte.

Então, no dia seguinte, mal deram nove horas comecei a ligar. Depois de vários sinais de ocupado e um estranho sinal de discagem que parecia um ritmo de tchá-tchá-tchá, consegui uma resposta extraordinária: estava pronto. E o resto da história... bem, estou aqui escrevendo no próprio.


Enfim, a história ficou um tempo na geladeira(acho que uma semana, já), e eu estou precisando chutar a letargia de férias pra longe. Então, caros colegas, ficamos por aqui com meu drama cotidiano nada dramático e, se tudo correr como planejado, semana que vem temos mais "Miudezas" de carnaval.

E sim, nessa próxima eu falo da Dachshund pastora. Olha ela aí:

Serenão!


Bruno Guedes é blogueiro, universitário e está investigando um novo notebook pra comprar na primeira oportunidade antes que seja tarde demais...