Eu disse que haveria repost, não disse?

CALL MAH LAWYURRZ!

Começando hoje, análise profundas de cantigas famosas da nossa(?) infância. É claro, isso já foi feito, mas eu vou inovar. É divertido!

Então, começaremos pelo clássico: "Atirei Pau no Gato"

A letra:

Atirei o pau no gato-to-to
Mas o gato-to-to
Não morreu-reu-reu
Dona Chi-ca-ca
(A)dmirou-se-se
Do berrô, do berrô que o gato deu:
MIAU!

Certo, todos conhecemos a famigerada versão dos fatos da censura, de que a música é uma apologia ao espancamento gratuito de felinos indefesos e outros animais domésticos indefesos. Mas, amigos, como sempre, "a verdade está lá fora"...

Caros ingênuos internautas, percebam bem que, na realidade esta música é um hino revolucionário da época da ditadura disfarçado de cantiga de roda! Veja bem: o pobre gato, em seu canto, fazendo suas "gatolices", é espancado sem razão. Não é como se ele estivesse fumando um baseado ou planejando a derrubada do Estado: ele estava quieto em seu canto, quando de repente foi abordados pelas forças repressoras e espancado cruelmente.

E então, temos a "dona Chica", que representa, obviamente, o governo que, fingindo não saber de nada, se surpreende que o pobre gato, que levou pau até a quase morte, esteja berrando de dor e indignação. Que coisa...

É sabido que o Pink Floyd se uniu à causa revolucionária com sua própria versão(depois readaptada sob o nome de Another Brick in The Wall Part 2) desse hino glorioso:

Atirei o... pau no gato...
Mas o gato... não morreu...
(...)
Hey! Chica!
Deixa o gato em paz!
Nós queremos ver... o gato miar!
Nós queremos ver... o gato miar!

Sim, amigos, isso é um exemplo de cidadania e moralismo. Entretanto, a censura, na sua tentativa constante de fingir que a repressão nunca existiu, propagou que a canção era imoral por conter requintes de crueldade contra felinos, e relançou uma versão mais branda:

Não atire o pau no gato-to-to
Porque isso-so-so
Não se faz-faz-faz
O gatinho-nho-nho
É nosso amigo-go-go
Não devemos maltratar os animais

E assim, mais um precioso pedaço da nossa história se perde nas mãos da repressão e da censura...

A pedido das autoridades superioras deste blog, Token O. declara veementemente que não é partidário do movimento estudantil, MST, Partido Comunista ou quaisquer outros movimentos de esquerda com tendências paranóicas