Desovando diretamente da campanha "Mande a sua Pergunta!", a primeira pergunta que foi a nós mandada será respondida com detales. De Isaias Malta:

Eis a minha pergunta bombástica: Os toupeiras são heterônimos?

Respondendo de forma ríspida: sim, Isaias, eles são. A placa de papelão também, ainda não tive ânimo pra criar meu token de verdade.

Convenhamos, toda piada parece óbvia ao seu contador, e não era menos óbvio para mim que eu, toupeiras e Token éramos uma entidade única. Até porque isso foi contado em um post de introdução. Mas não faz mal, vamos explicar tudo direitinho então.

Contando a história toda de novo, eu resolvi que ou eu especializava ou blog ou organizava essa bagunça direito. Meu blog antigo era uma zona e não tinha muita regularidade de assunto. Este também não, mas pelo menos eu facilitei para você, leitor, em um ponto: dividi o blog em autores.

Entrementes, como eu não tinha quem escrevesse por mim, nem queria que o estilo de escrita de outrem contaminassem meus textos – não é presunção não, gente, é simplesmente uma questão de princípios; o blog é meu, os textos são parte de mim –, eu fiz o que pouca gente já fez antes: dividi minha mente em compartimentos e criei personalidades separadas para cada um, além de uma imagem no banner.

Então, a pergunta que também é importante, pois nem todo mundo sabe a resposta: qual a diferença entre um pseudônimo e um heterônimo? Simples, está no radical. O pseudônimo é puramente um nome false, usado pelo autor para se manter incógnito. O heterônimo é praticamente um personagem que toma vida própria e usa o corpo do autor como sua casa. Simples assim.

Então qual é a das toupeiras? Simples, cada qual tem nome, idade e uma personalidade bem definida, além de relações entre eles(são todos machos, minha mente é esquisita, mas nem tanto). Vamos a cada um deles.

Topo "Toupeira Profissional" Talpos

Também chamado simplesmente "TP", ele tem 16 anos e incorpora tudo aquilo que há de mais nerd, tecnófilo, gamer e adolescente em mim. Não que eu renuncie o resto de minha adolescência, mas ele é realmente bem adolescente. Seu estilo de texto inclui traços de informalidade, com destaque para os "emoticons"(:D), que eu não ouso usar em textos oficiais, mas gosto de incluir nos comentários. Questão de formalidades.

Töpo Talpos

Töpo Talpos, em toda sua glória Embora tenham o mesmo sobrenome, "TP" e Töpo não são parentes, não no sentido estrito da relação. Töpo tem 40 anos, é obeso, cafeinólatra e levemente mal-humorado. Segue uma filosofia bastante conservadora em vários pontos e não tem medo de passar uma impressão de desrespeito, descaso ou ofensa quando toma um lado de uma discussão. Töpo concentra a parte de mim que eu mantenho calada a maior parte do tempo, que é contestador frio e racional. Atualmente ele está voltando de uma pausa decretada por mim nos textos mais polêmicos.

Korso Asclepius

Korso Asclepius: calma, ele não morde Korso é atípico, no sentido de que é uma toupeira de estatura e compleição física demasiado avantajadas. A despeito do físico exemplar, entretanto, ele é a personificação de minha essência artística, tanto que se recusa a escrever de forma normal. É difícil encontrar um parágrafo que não contenha uma proparoxítona rebuscada em seus textos, mas de certa forma isso faz juz à sua pessoa. Korso é também crítico de arte, como já revelou em alguns textos anteriores. Sobretudo, a opinião dele – e minha – a respeito de arte em geral é que não existe arte ruim, existe apenas observador irreceptivo.

Token "O. Jones

Token é uma placa de papelão que nasceu em uma tira de quadrinhos de minha autoria que veio a público recentemente. Ele é, basicamente, um substituto – como a palavra indica, uma "ficha" de Bruno Guedes –, mas como eu não queria um substituto apenas, sem personalidade, canalizei nele o meu lado humorista canastrão sem-noção, e deu no que deu.

Desculpem a letra horrível...

Bruno Guedes

O que sobrou? Bem, sobrou essencialmente um ser humano, levemente filósofo, universtário enfrentando as agruras épicas do curso de Ciência da Computação da UFMG, amante em treinamento e um bocado mais estranho que o normal. E, no fim das contas, alguém tinha que botar ordem nessa bagunça.


Isto, caros leitores, explica tudo. Infelizmente os sonhadores terão que se contentar com o fato de que não tenho toupeiras amestradas – ou gigantes – digitando textos divertidos, nem sequer tenho gente realmente usando esse sistema, que é quase menos usável do que a mais obscura distribuição de Linux que haja por aí. E como vocês vêem, de vez em quando é impossível manter todos nós totalmente separados...