Acontece. Todo escritor ou artista em geral chega a um ponto em que sente que a obra criou vida própria. É absolutamente normal. Principalmente quando a história é desenvolvida por partes/fascículos/episódios/volumes, é absolutamente comum que, de uma hora para a outra, o enredo saia de controle e comece a tentar andar com as próprias pernas. O grande lance é tomar cuidado.Para isso, Korso Asclepius está aqui para te ajudar com regras fáceis de serem seguidas!

1 - Estabeleça limites. O fator mais comum de perda de controle do enredo é quando as coisas começam a ir longe demais. Se você não tomar cuidado, seu anti-herói se torna um psicopata sem coração e seu universo acaba com tantos sobreviventes que dá pra contar nos dedos da mão. Estabelecer limites é fundamental para não acabar numa escalada em direção ao infinito. Aliás, adoraríamos que os escritores de DragonBall Z tivessem prestado atenção a esse princípio simples.

2 - Estabeleça limites rígidos! Convenhamos, não adianta você ter limites se você for dar uma colher de chá aqui ou ali para sua criatividade e, no fim, seu limite valer tanto quanto um fio de teia de aranha. Manter seus limites, digamos, no limite, é fundamental. Se você diz que seu herói não mata, ele não mata. Não comece matando aquele bandido desgraçado sem-vergonha que é tão desgraçado que merece morrer, ou você abre precedentes. E precedentes são um problema, o pessoal de direito que o diga...

3 - Tenha um roteiro e, importante, esteja pelo menos 2 estágios à frente da história com ele. Um roteiro não precisa ser, necessariamente, todo bonitão e oficial. Um rascunhão, um bloco de notas com alguns pontos importantes(seus limites, por exemplo) já está ótimo. E, claro, lembre-se de se manter dentro do roteiro. Senão, você sabe: precedentes...

E é basicamente isso. As regras são gerais o bastante para cobrir a maioria dos problemas de perda de controle da narrtiva.

E, a propósito, foram apenas 3 regras, sim. Eu disse "até 5". Estabelecer limites... entendeu?