O Nintendo DS ou vai indo muito bem, ou tão mal que a Nintendo está tentando ganhar mais público revitalizando o portátil. Depois do Nintendo DS Lite, que é apenas um upgrade no DS tradicional em termos de design, tamanho e backlight – que é, aliás, a única coisa que realmente me faz considerar trocar o meu por um desses... – vem aí o DSi.

Nintendo DSi, em toda sua... glória?

O Nintedo DSi – cujo nome tá meio na cara que é algum tributo a "alguns produtos" da Apple – até agora só está disponível no Japão, e chega aos EUA por volta de Abril do ano que vem. Em termos de visual, ele lembra grandemente o DS Lite, só que mais fino, então vamos logo aos features...

A primeira grande feature do DSi são duas – isso mesmo, duas – câmeras, uma na tampa, apontada pra fora, e outra na dobradiça, virada pra dentro. Suponho que isso será usado pra chat com vídeo, o que seria legal, embora eu não ache que as câmeras serão grande coisa... 0.3 megapixels. Nem 1 megapixel sequer.

Outra coisa: ele tem telas maiores. Okay, isso nunca fez diferença pra mim, nunca liguei pra wide screen, e a não ser que os jogos daqui pra frente venham com "33% a mais" de conteúdo especial para DSi, não sei se vai fazer muita diferença. O botão de desligar agora é um botão de novo, e não uma coisa que desliza – o que é bom, as chances de se desligar o aparelho sem querer me pareciam bem piores... –, e ele tem um nível de luminosidade a mais do que o Lite, mas a bateria dura menos. O que é nosso primeiro grande ponto contra. Em compensação, o processador é duas vezes mais rápido, o que talvez venha a possibilitar renderização de ambientes 3D nas duas telas simultaneamente daqui pra frente. Talvez, porque isso seria arriscar grandemente a compatibilidade reversa do aparelho, mas por outro lado...

Façamos um pequeno parêntese aqui. Backwards compability, que eu traduzi como "compatibilidade reversa", é a capacidade de um console de rodar jogos disponíveis para seus predecessores. A não ser talvez algum aparelho da Sega – nunca me liguei muito na Sega, foi mal –, o primeiro console a apresentar essa capacidade foi o PS2, que podia rodar jogos do Playstation, o que era um grande vantagem pra quem tinha os dois consoles e só uma televisão. =D No ramo dos portáteis, o Gameboy Color rodava jogos do Gameboy clássico, o Gameboy Advace jogos dos dois anteriores, e o DS é capaz de rodar jogos de Gameboy Advance, mas não de Gameboy, devido a alguma burocracia eletrônica dos conectores. Não importa, o que importa é que...

...o DSi não tem mais a entrada de GBA.

Sim, a Nintendo removeu o Slot-2 e no local colocou um slot para cartão SD, que será usado para salvar fotos e jogos de DS baixados via DSi Shop. O que é muito estranho, entretanto, é que isso inviabiliza o uso de acessórios – inclusive um acessório obrigatório para jogar Guitar Hero: World Tour, que embora fosse um coisa muito idiota, bem... –, e também complica o esquema para jogos que se utilizam do Slot-2 para alguma coisa, e temos como principal exemplo os vários Pokémon, que usam o slot um tanto quanto extensivamente, principalmente se você quiser fechar o jogo completamente, 100%. Mas eu já estou divagando demais...

O DSi é... estranho. Não é só o medo da mudança, é que realmente o DSi, para apenas mais uma versão do DS, é revolucionário demais. Chega a ser até uma injustiça, depois de três anos, quando quem compraria um DS provavelmente já teria gasto seu suado dinheiro em um tradicional ou Lite, lançar uma nova versão com capacidades superiores e incompatíveis com as versões anteriores, que provavelmente serão exploradas em futuros jogos. Sinceramente, vamos ver como a situação se segue daqui pra frente...

E só pra completar, o DSi é capaz de se conectar com redes sem fio com encriptação WPA e WPA2, ao invés de somente WEP. Sinceramente, eu estou me sentindo injustiçado, mesmo...

Fonte: Wikipedia, mesmo.