Então vejamos por onde começar... a semana passada.

Devido aos laços familiares – avós paternos, duas tias-avós maternas e mais um número de tios e tias de primeiro, segundo e até, talvez, terceiro grau –, tradicionalmente a viagem a Cordisburgo é um must das férias, uma vez a cada seis meses. E também para o resto da família, tios e primos e mais alguns agregados que ficam por lá numa mesma casa que, felizmente, é grande. Não necessário dizer, as férias são animadas.

Mas enfim. Essa semana de férias foi metade programação cultural, metade férias familiares costumeiras, incluindo as noitadas e cervejadas de sempre. Mas a metade das férias guedes-azevedo fica pra outro dia. Vamos falar da Semana Roseana.

Não sei se eu já mencionei – acho que não, embora eu sei que já falei isso com Aline – que eu sou uma pessa simples, no sentido de que pouca coisa realmente me desagrada. Como diria minha mãe, "a melhor comida é a comida pronta", e eu aplico esse princípio a praticamente tudo: a melhor festa é a festa pronta, sem as encheções de saco com organização e et céteras. Então eu achei que tudo estava muito bom. E agora vem o porém...

O porém é que dessa vez eu fiquei mais de fora que de costume. Não fui a nenhuma das mesas redondas – que, aliás, começaram com um dia de atraso, também –, e não assisti a praticamente nenhuma sessão de "contação de estórias", mesmo porque elas eram pagas, e o bolso dos meus pais também tem limite; preferi não abusar. No fim, no fim, minha programação se compôs de duas coisas: os espetáculos noturnos; e a oficina de ilustração de textos, acompanhado de Maristela Guedes.

A oficina foi uma experiência sem igual, tanto pela agrabilidade do trabalho, quanto pela variedade dos trabalhos do pessoal. Em resumo, todos nós fizemos(o quanto dava pra fazer em cinco dias, no máximo 4 horas por dia) um conjunto de ilustrações pro conto "As Margens da Alegria". Uma variedade de materiais e abordagens que enchia os olhos. E uma professora amável e entusiasmada. Um abraço de Bruno Guedes pra Sônia Magalhães!

O único downside nessa coisa toda é que perdemos grande parte da programação da tarde(fomos compulsoriamente liberados pra assistir um espetáculo em um dos dias, mas foi só), mas, como se diz, quem entra sabe no que está se metendo.

E os espetáculos. Também não participei muito, por dois motivos: misantropia e preguiça. Normalmente eu não fico à vontade no meio de muita gente, mas com disposição a gente aguenta. E não foi ruim, teve muita coisa. Muita coisa, mesmo. Me chamou a atenção foi o show de música erudita de Sylvia Klein e Wagner Sander(piano), que eu demorei algumas músicas pra entender que as canções eram em português(mas, puxa vida, que voz), que foi bem melhor recebido do que o esperado(música erudita não é bem... digamos, o tipo que toca na "A Rua" de Cordisburgo). Mas foi coisa demais pra entrar em detalhes. Confiram a programação da semana roseana, estava tudo muito bom(eu acho, pelo menos).

E, não nos alonguemos mais, terminou mais uma Semana Rosena com a Caminhada Eco-Literária de sempre – que foi mais curta que o normal, mas nem as leituras e nem o cenário deixaram a desejar –, e à noite o último espetáculo apresentando o grupo Páramo – lá de Cordisburgo mesmo, que toca bem, embora tenha atrasado algumas meia-horas –, o espetáculo "O Sertão na Canção", de Jean e Diana Garfunkel e Natan Marques, que também estiveram no "O Som dos Meninos Quietos" na sexta-feira – que continha, além de música, algumas leituras por Dayana e Tiago, "Miguilins"; e Show Tambor do Matição, fechando a noite em total animação. Essa noite incusive, toda a cerveja da "A Rua" acabou, então os que restaram por lá ao final(umas duas da manhã) tiveram que se retirar pra outro canto. Felizmente em Cordisburgo nada é muito longe...

Enfim, foi bom. Muito bom. Aproveitamos, aprendemos, festejamos, conhecemos gente nova... E esperamos que ano que vem tenha mais. Senão, pelo menos daqui a dois anos, se alguns rumores estiverem corretos. Mas enfim, há que se aproveitar as oportunidades.

E desculpem o atraso do texto. Essas férias me bate uma preguiça desgraçada de escrever...