Então eu descobri que meu suposto bloqueio criativo me impede de escrever comentários também. Ultimamente eu tenho lido textos, textos que gosto, inclusive, e não sai nada que preste. Quando muito, um elogio sincero, assim, mas a relevância – palavra, aliás, tão em voga, não? – é a mesma de tantos milhares de "gostei do texto" por aí.

Mas mesmo assim eu tento. Eu me esforço pra, pelo menos de vez em quando, bolar algum comentário. Nem que seja, mesmo, "o bloqueio tá foda, então vou só dizer que curti o texto". Por que? Como assim, "por que", por causa da lei universal da ética, "não faça aos outros como não gostaria que fizessem contigo". Eu gosto de comentários, me dá a impressão de que estou realmente pra gente, e não pras máquinas que ficam me mandando os mesmos spams nos mesmos textos(nota mental: implementar uma "tranca" nos comentários para os textos mais atacados). Nesse sentido, meus quadrinhos estão até melhores, porque meras 24 edições depois, já tenho gente aparecendo e dando uma palavra. Não que sejam uma maravilha(tanto faz, os quadrinhos ou os textos), eu já mencionei que tenho essa trava mental que me impede de me classificar acima de "bom", mas algo me diz que eu já tive mais gente por aqui...

Enfim, chega de reclamar. Acho que a vida é assim mesmo, e minha queda de produção de textos só podia dar nisso. Então eu espero. Não desisto, eu admito, eu sou meio teimoso. Estou na esperança de que dias melhores virão, minha criatividade como blogueiro vai voltar, meus comentadores vão se multiplicar e este blog será um lugar com mais gente do que seres imaginários da minha cabeça.

É isso. E, pra vocês, um texto da Dona Iara Alencar, que eu não consegui bolar um link no meio do texto, mas tem tudo a ver com esse assunto.


Bruno Guedes é blogueiro, universitário e não tem a mínima idéia do que escrever depois do "e", então está só enrolando