"Misantropia". É uma das muitas palavras das quais gosto porque tem um som... agradável. É arbitrário e subjetivo, esse sentimento de identificação com uma palavra. Filologia é uma das várias ciências que me agradam, mas não o bastante para me devotar a.

Mas voltemos à misantropia. Define-se, no literal, como um sentimento de ódio pela humanidade como um todo, pela espécie humana sem distinção. Parece um sentimento horrível, mas assim como muitas outras palavras, na realidade denota muito menos do que parece ser. Na prática, a misantropia não passa de um sentimento geral de que a humanidade pegoua curva errada em Albuquerque e caminha, inevitavelmente, para sua destruição.

E a razão pela qual não é Korso, filólogo e literado de plantão, que está tomando este post, é porque não vim para falar de misantropia. Vim para falar da minha misantropia.

Porque de repente, um dia, eu comecei a pensar que, sinceramente, talvez o mundo estivesse melhor se a sociedade como conhecemos nunca existisse. Em resumo, a humanidade chegou a tal ponto que mesmo que se Deus estivesse vivo, talvez não desse jeito. (AVISO: apenas uma referência a Nietzche. Este autor reserva-se no direito de não se pronunciar a respeito de qualquer assunto de cunho religioso). E que lugar mais ideal para perceber isto do que a Internet? Acho que nenhum... não existe outro lugar onde tanta gente idiota se reúna para propagar a merda inadvertidamente. Okay, temos o Axé Brasil, o Carnaval... mas nem tais eventos ápices da política do panis et circensis conseguem reunir tanta gente junta. Estou falando de gente imbecil na casa dos milhões, gente. Não é brincadeira, é só dar uma voltinha pelo orkut.

Mas enfim. Então a internet está cheia de gente idiota que não lê, não pesquisa, acredita em tudo e propaga a idiotice acompanhada de alguns "husashuahsu". Eu poderia fazer muitas e muitas coisas com minha vontade de jogar uma bomba H no Mineirão , inclusive concretizá-la – não se preocupe, ainda me falta uma bomba H... –. Eu poderia externar meu ódio e tentar levar essas pessoas para a luz do esclarescimento. Poderia usar de sarcasmo e continuar irritando as salsinhas para meu deleite. Entrementes, escolhi um caminho que considero bem melhor.

Ignorar.

Que se danem, então. Se as pessoas quiserem desejar a morte alheia por causa de um cachorro, comentar horrores sobre a morte de mais uma criança nesse país hediondo ou falar do reality show mais idiótico de toda a história desse país, comentem. Briguem. Gritem. Se matem. Eu não ligo mais. Eu só vou me limitar a escrever o que eu acho nesse blog sobre o assunto, deixá-lo bem acessível a quem quiser encontrá-lo e talvez responder aos comentários.

Não pensem que é despeito, é realmente cansaço. Minha vida pode ser curta, não quero perder tempo discutindo picuinhas. Quero me sentir bem e fazer o que eu acho que deve ser feito, mesmo que no final não faça diferença nenhuma. E me parece que, de vez em quando, realmente faz.

É só. No fim, isso é só um interlúdio antes de dizer que eu vou diminuir a taxa de posts polêmicos. Nunca se sabe quando vão aparecer trolls pseudo-engajados ali na esquina... E, além do mais, eu não criei esse blog pra falar de polêmica, foi pra falar de coisas. E me divertir. E divertir vocês. Mas sem muito feedback fica difícil...

Agora cabou. Até amanhã.