Com a situação apertando pro meu lado(cinco trabalhos e provas... só nesses dois dias!), não dá pra escrever nada mais elaborado. E, como o "Miudezas IV" será dedicado à Serena, a dachshund pastora de galinhas, este aqui fica sendo o numeral romano entre III e IV... que não existe, então eu inventei.

Enfim, tudo começou há seis anos atrás, quando eu tinha um hamster(o quinto, eu acho) que fugiu para debaixo do piso de cimento do quintal de casa. Eu deixei um punhado de sementes de girassol do lado de fora do buraco onde ele se enfiou, mas ele nunca voltou. Como consequência dessa aventura, entretanto, houve um breve momento em minha vida em que eu fui plantador de girassóis.

Do primeiro punhado nasceu uma bela moita, que era, aliás, uma bela visão. Aliás, por algum milagre, achei essa foto antiquíssima(da época em que eu ainda tirava fotos, com uma câmera óptica ainda por cima), então apreciem:

Era, realmente, uma moita enorme

Enfim, depois dessa moita eu plantei mais uma bela porção de flores, dessa vez aproveitando um monte de terra que não estava sendo usado como horta na época. E, alguns meses depois, esses girassóis morriam, alguns polinizados e outros não, e outros foram sendo dados de presente, porque afinal não existe muita serventia para uma flor, ainda mais uma daquele tamanho. Só pra ter uma noção de escala, o maior girassol dessa moita tinha, fácil, uns 1,70m. O que era mais alto até que eu naquele tempo.

Mas o que importa, para os fins deste post de miudezas é o que eu aprendi nessa época. Coisa simples, mas ainda assim surpreendente: girassóis não seguem o movimento (aparente) do sol.

A despeito do nome, o girassol não faz esse movimento heliotrópico, e não haveria realmente motivo nenhum para isso. Sendo as folhas, e não as flores, as principais beneficiadas pela exposição à luz – e, de fato, as folhas mais internas e mais baixas da moita secavam muito rápido –, não há porque as flores tentarem se banhar de sol, seria um desperdício de energia, especialmente considerando o tamanho e peso de uma flor de girassol, grande o bastante para vários dos meus sequer olharem para cima, que dirá para o sol. Além disso, o movimento heliotrópico, conforme me lembro levemente das aulas de biologia dessa época mesmo, se dão com o crescimento da planta, e não com ela já adulta.

Enfim, coisa pequena, insignificante, que talvez não terá o mínimo valor no meu futuro. Mas, de qualquer forma, uma coisa que aprendi por experiência própria. Já é alguma coisa, e pelo menos dá pra um post.

Tenham um bom dia, caros leitores! :D


Bruno Guedes é universitário, blogueiro, estagiário e nunca mais teve sucesso nem com plantas nem com hamsters...