"Meh" é uma daquelas coisas que se propagam pela internet e ninguém explica de onde veio. Aparentemente, de Os Simpsons, mas não tenho certeza. Trata-se de uma interjeição categórica de indiferença. Mesmo que ambas as expressões aqui usadas – "categórica" e "indiferença" – sejam antagônicas, o que só faz a coisa mais poética e eu gosto disso. "Mas o que isso significa, Bruno Guedes?" Ah, é simples...

Eu parei de me importar com audiência. Não me leve a mal, eu gosto das visitas, adoro os comentários, mesmo os raivosos e acéfalos que o Korso de vez em quando recebe desde o caso Habacuc – que já faz meses, aliás –, mas há uma diferença entre gostar da atenção e buscar a atenção. Vamos aos estudos de caso.

DeviantART. Eu estou lá, me chamo "pro-mole" (adivinhe o porquê). Estou lá faz uns dois anos e pouco mais. Com algumas páginas de arte. A respeito da segurança de expor ao mundo minha arte, ignore esse ponto. Teoricamente, elas estão protegidas por copyright, e também pela minha noção de que, sinceramente, quem roubaria isso? Mas vamos aos fatos: dois anos e cheguei às 2500 visitas. Outros "deviantes" mal completam um ano e já tem algo em torno de 100000, senão 200000. Minhas canecas com animais cafeinólatras provavelmente nunca foram compradas(eu acredito no sistema, podem me chamar de ingênuo). Em outras palavras, a impopularidade é gritante.

Twitter. Sigo 15 pessoas, 81 me seguem, mas eu arrisco que 75 são, digamos... não são pessoas. Sério, tem usuários que obviamente não falam português me seguindo. Devem ter, no máximo, umas 6 pessoas realmente me seguindo. Na grande maioria do tempo, eu fico realmente só falando besteira no Twitter. É divertido.

Blog. Se eu tiver mais de 10 visitantes regulares, eu estou muito espantado. Sério. O outro blog foi um desastre também, teve três comentários, um dos quais era anônimo, tentando me quebrar no melhor estilo "mimimi, não concordo, mas não quero argumentar". Mandei um foda-se, mas isso não é o que importa. O que importa é que, novamente, ser popular não é meu forte.

"E daí, Bruno Guedes?" Exato, "e daí". Não sacou? Explico: parei de me importar com popularidade. Novamente, adoro comentários, são a melhor prova de que alguém leu seu texto – desde, claro, que não sejam spammers indianos/sul-coreanos/nigerianos que mandam 10 comentários por hora com 100 links cada; não passam da moderação, aliás –, e é por isso que me deixam feliz.

Só que eu não vou me transformar no que, em inglês, se chama de "attention whore". Traduzam à vontade. Me recuso a partir para recursos baixos – sobretudo baixar o nível do meu conteúdo – para conseguir atenção e público. Sobretudo, abomino medidas e rankings, que são por natureza falíveis e de repente podem ser trapaceados. Vide o caso BlogBlogs.

Concluindo, só o que eu quero é poder dormir à noite, porque o trabalho que eu estou fazendo não me faz sentir culpado por encher o mundo com mais merda intelectual. E é só. Acho que hoje terei uma boa noite de sono...


Epílogo: Achei que este texto estava bom pra voltar, sobretudo depois do meu comentário no post do Cardoso a respeito do Twitter. Isso quer dizer, sim, que voltamos a uma programação levemente regular, devido à minha relativa folga dos assuntos acadêmicos.

Sim, eu tenho plena consciência da seriedade dos assuntos de Santa Catarina, seja sobre as pessoas, seja sobre os animais. Deixei por conta de Töpo Talpos, para qualquer dia desses.

E a vida seguirá, se tudo der certo. E sim, teremos um post de Natal. Diferente do esperado, se possível. Porque eu adoro um elemento surpresa...