Capa de

Céus!

Eu podia resumir essa resenha em uma só palavra. Mas se eu fizesse isso provavelmente eu perderia metade dos leitores(algo em torno de 5 :P). Então vamos com calma.

Shadow of the Colossus foi lançado em 2006 pelo Team Ico, assim chamados porque também produziram o jogo Ico, também para o Playstation 2. O jogo fez um sucesso tremendo, é aclamado pela crítica e inclusive é parte do filme Reine Sobre Mim, onde o jogo faz um paralelo com as tragédias vividas pelo personagem do Adam Sandler. Mas ele é realmente isto tudo? Bem, eu finalemente o joguei há alguns meses atrás, e sim, ele é quase perfeito!

Seu único defeito é que, alguma hora, ele tinha que acabar.

A história do jogo é confusa, obscura e um pouco difícil de se interpretar sem a ajuda da internet e sua miríade de informações oficiais e extra-oficiais. Basicamente temos Wander, um rapaz, e seu cavalo Agro, entrando em um templo em uma terra perdida para reviver sua amada Mono. Para isso ele recorre a uma espécie de deus antigo chamado Dormin, mas Dormin não pode ajudá-lo sem que Wander destrua os 16 ídolos do tempo, que estão ligados a criaturas gigantes chamadas "colossos".

Depois desta introdução, o jogo é um ciclo incessante de procura pelo próximo colosso, a luta contra o próprio e um interlúdio em que Wander acorda novamente no templo, cercado de seres sombrios com forma humana e a estátua ligada ao colosso morto explode. Dezesseis monstros gigantes depois... eu não vou contar o final, mas é emocionante!

Existe muito de extraordinário em SotC. Basicamente, o jogo é uma sucessão de batalhas contra chefes, e os chefes são, sem dúvida, uma das melhores parte de um jogo, senão a melhor. As explorações de cenário – lindo e imenso, diga-se de passagem – são a única parte "chata" do jogo. Os colossos, por sua vez, são incrivelmente interessantes, cada um com seu modus operandi e, estranhamente, alguns nem parecem ligar muito para o sujeito miúdo com uma espada nas suas costas...

E, finalizando este desfile de aspectos emocionantes e incríveis, a música do jogo é dinâmica e imersiva. As faixas se alternam conforme a situação, calma e fraca durante as longas caminhadas pelo cenário bucólico(e vazio, muito vazio), agitada e alta quando enfrentando os grandes colossos.

Enfim, é realmente um jogo que merece toda a atenção que tem. É um jogo que, se você ouviu alguém falar dele, vale a pena, sim, procurar e jogar. É um jogo que vale todas as horas de jogo e mais algumas jogando de novo, porque mesmo que você já tenha visto você vai querer aniquilas aqueles colossos de novo e de novo e novo...

É sensacional! E se eu tivesse um PS2 em casa, eu provavelmente já iria ali jogar de novo. :P