Se eu disser pra vocês que não é culpa de preguiça que eu não escrevo resenhas de jogos vocês acreditam? É sério, eu ainda estou dando uma avaliada no formato de resenha, e além disso me falta tempo pra analisar um jogo. Não que não seja algo importante, eu acredito na importância da indústria de jogos tanto quanto qualquer outra. A questão, realmente, é que não é simples.

Mas vamos. A gente faz uma hoje e aproveita pra mandar uma resenha ainda em tempo de Viva Piñata: Pocket Paradise, no máximo uma semana depois do lançamento. Mas vamos.

O jogo de Hoje é The Legend of Zelda: Phantom Hourglass, para o Nintendo DS, lançado em Outubro de 2007.

Legend of Zelda: Phantom Hourglass

Enredo

O jogo se passa logo depois dos eventos de The Wind Waker, quando Link e Tetra – que eu não preciso dizer que é, na verdade, a princesa Zelda – saem para navegar em busca de mais tesouros e um lendário navio fantasma. Obviamente, o navio é real e leva Link e Tetra para outra dimensão, onde Link novamente tem que salvar o dia buscando três espíritos e três minerais para derrotar o temível Bellum, um monstro fantasma. E, obviamente, ele tem que salvar a Zelda de novo no meio da história.

Como parceiros Link conta com a ajuda de uma fada – não, não é a Navi, embora pareça, e muito – e um marinheiro e caçador de tesouros que faz o papel do ajudante-covarde-que-tem-seus-momentos-de-heroísmo.

Damos um desconto para a previsibilidade, porque não se muda um clássico. E Zelda é um clássico! =D

Jogabilidade

Por incrível que o pareça, o que a Nintendo tem de bom ela tem de ruim, que é a sua ousadia em inovar. Isso é bom, porque nos trouxe o Wii com seu controle baseado em sensores de movimento, e o DS com suas duas telas, uma delas sensível ao toque. É muito legal, acreditem. Entrementes, fica ruim quando eles resolvem jogar a inovação na nossa cara e nos forçar a usá-la, e aí chegamos ao ponto: Phantom Hourglass se joga obrigatoriamente via tela de toque, o que é tosco.

"Tosco", porque até mesmo para andar e golpear os inimigos eles nos obrigam a usar a touch screen. Se você, assim como eu, gosta de manter seu portátil bem conservado visto que, se quebrar, só vai arranjar um novo depois de uns três meses de salário, isso é ruim. Felizmente inventaram os protetores de tela. Eu recomendo!

Mas essa é basicamente a única parte ruim. O resto são sacadas geniais, como a possibilidade de lançar seu bumerangue em um caminho desenhado a seu gosto, e o sistema de mapas nas duas telas – com a possibilidade de marcar observações no mapa na hora – é bem interessante. A navegação, que era um bocado complicada em Wind Waker, foi facilitada com a simples implementação de um sistema de rota desenhada e um barco a motor. Nada mais de depender da direção do vento e coisa e tal!

Ah, e também tem aqueles... três momentos em que teoricametne você tem que gritar para chamar a atenção de um personagem. Felizmente descobri que um assobio funciona igualmente bem, e menos constrangedoramente estranho para o resto das pessoas no mesmo recinto que você. =P

Melhores Momentos

Eu adoro os "chefões" de Zelda em geral, mas em Phantom Hourglass eles são ainda melhores. Todos se usam o recurso de duas telas, e alguns muito melhor do que outros. Adoraria não revelar mais detalhes do jogo, mas o terceiro chefe (Crayk, Bane of Courage) é o melhor deles. Ele é... uma espécie de aranha/caranguejo invisível, cujo ponto de vista é mostrado na tela superior. Logo, você deve acertar uma flecha bem em cheio no (único) olho dele, usando a vista dele para mirar. Sinceramente, é muito bom, pena que, como de costume, as batalhas são curtas.

Piores Momentos

O principal templo do jogo, "Temple of Ocean King". Por pelo menos quatro quintos do jogo você tem de ir e voltar nesse tempo, começando de novo do começo e descendo cada vez mais para pegar a pista para o próximo templo. Além disso, os inimigos não são "matáveis" até o final do jogo, o que não torna a coisa toda mais agradável

Outras Observações

Felizmente o jogo tem um modo multiplayer, nada mais normal para um jogo de DS – para os leigos, o DS faz comunicação wireless, ou seja, é muito fácil jogar com até 8 pessoas. Não é extraordinário, mas é legal, e tem uma lista de tarefas que devem ser feitas via multiplayer que vai manter os jogadores mais hardcore ocupados por um bom tempo.

Nota Final

Normalmente um jogo da série Zelda merece no mínimo um 9/10. Mas pelo controle irritantemente forçado pela touch screen, e pelo jogo ser muito curto – não contando as sidequests, que sinceramente talvez metade dos jogadores típicos nem sequer pensem em realizar –, ganha uma nota mais baixa. 8/10 está de bom tamanho.

E fiquem por aqui para mais resenhas. Juro que teremos mais até o fim do ano! ;D