A Nintendo é conhecida por seu potencial de inovação que beira a bizarrice no que se refere tanto à jogabilidade – Wii e DS, people! – quanto aos temas – um encanador que salva princesas de uma tartaruga gigante que cospe fogo? Rola! – de seus jogos. Daí que é sinceramente uma surpresa que Viva Piñata tenha tido sua estréia não em um console da Nintendo, mas sim no XBox da Microsoft. Porque o jogo é, convenhamos, psicodélico.

O objetivo do jogo é cuidar de um jardim e atrair Piñatas. Piñatas são aqueles trambolhos de festa feitos de papel machê que são pendurados no teto que as crianças tentam arrebentar pra pegar os doces dentro. Pois é, o jogo é sobre criação de Piñatas. E o pessoal que te ajuda nessa tarefa no mínimo alucinógena é uma tribo(ou talvez uma família) de pessoas fantasiadas de... vai saber. As piñatas são baseadas em animais reais e cada qual tem um grau de exigência pra se tornar uma moradora do seu jardim. E o jogo segue...

Então vamos à versão DS. Começamos, então, oficialmente, a resenha.

Viva Piñata: Pocket Paradise

Enredo

Okay, é a mesma coisa. Jardim, piñatas, pessoas mascaradas esquisitas... Vamos à parte que importa.

O jogo não tem enredo propriamente dito. Sua missão é atrair Piñatas, conquistar Piñatas, evoluir Piñatas, domesticar Piñatas azedas – sim, isso existe; elas são malignas >=D –, reproduzir Piñatas, plantar flores e árvores... e mais alguns vários objetivos arbitrários também conhecidos como "Awards".

Ao longo do jogo você evolui como jardineiro e vai conhecendo mais pessoas com máscaras estranhas, incluindo um mendigo que enriquece às suas custas e se torna dono de uma loja que vende coisas bem caras, mas fundamentais. Definitivamente, alguém derramou uísque no café da equipe de produção...

Jogabilidade

O DS, assim como toda inovação revolucionária em seu meio, tem um potencial enorme de jogabilidade. E, assim como toda invenção revolucionária, muita gente consegue deixar as oportunidades passarem. Não a Rare. Viva Piñata tomou um rumo para melhor e aproveitou as características do DS maravilhosamente, a começar pela jogabilidade via Touch Screen, um grande avanço com relação ao jogo controlado por... controles, do XBox.

Além disso, os controles são intuitivos, os ícones são claros o bastante, e tem informação a rodo. Clique em uma piñata, e lá estão todas as informações que você precisa saber(exceto, claro, as metamorfoses, que são secretas). Em termos de usabilidade, devo dizer que esse jogo é um perfeito WIN!

Melhores Momentos

Difícil escolher. Talvez a aparição das primeiras piñata azedas... ou as metamorfoses... ou simplesmente os pequenos vídeos(ou melhor, imagens sucessivas que poderiam ser um vídeo) mas, sinceramente, o jogo inteiro é um grande momento. Muita coisa acontece, e ainda bem que tem uma tela de status na parte superior, porque senão seria muito fácil perder o rumo das coisas.

Piores Momentos

O tutorial. Sim, é muito bom ter um tutorial e tal, mas eu gostaria de ter a opção de vê-lo, e não ser obrigado a passar por ele pra começar a jogar. Convenhamos, o jogo é muito intuitivo, e os tutoriais que você vai destravando mais pra frente são bem mais úteis e não são obrigatórios. Isso podia ser aplicado aos iniciais também.

Outras Observações

Olha, que gracinha! =D - Tem uma no jogo. Ela aparece azeda, mas depois que você a domestica ela pode ser usada pra mineração. E um dos acessórios disponíveis pra ela é um par de óculos escuros. Acho que eles andam captando minhas ondas cerebrais! =D

Nota Final

9.5/10. Eu sou um pouco exigente com relação a jogabilidade e opções, então o esquema do tutorial realmente me desaradou, mas também a repetitividade do jogo. Divertido como é, fazer as mesmas coisas por grand parte do jogo – plantar, regar, cruzar Piñatas... – acaba sendo cansativo a longo prazo. Mas depois de umas semanas, vale a pena voltar a jogar com certeza! =D