Em uma subversão do velho dito "se não tem nada de bom a dizer, não diga nada", na nossa falta de conteúdo totalmente(ou quase) proveniente de nossa estrutura neural, ao invés de lhes presentear com um texto, lhes presenteamos com uma indicação. Mas antes, uma curta resenha.

Antes de mais nada, adoro animação, sobretudo em duas dimensões. É uma forma de arte cheia de recursos próprios e diferenciáveis, e tudo o mais... Mas, principalmente, ver as imagens se mexendo mexe com alguma admiração primordial dentro de mim de forma que muitas vezes nem animação em três dimensões consegue. Por isso mesmo fico meio dividido com relação a The Tale of How. Fora o óbvio recurso 3D usado para animar um dos poucos personagens com um nome, a coisa toda é feita em texturas muito complexas, o que deve ter levado um esforço épico para animar. Verdade seja dita, ainda tenho que assistir o making of, então são grandes as chances de eu sofrer uma desilusão...

Mas enfim. The Tale of How nos conta a história de Otto, o Monstro, e dos dodôs(que, por alguma razão, são chamados de "Piranhas") que crescem da árvore que cresce em sua cabeça. Otto, como todo ser vivo, precisa se alimentar, e no meio do Oceano Índico, tudo o que lhe resta são as pobres aves, que, desesperadas, lançam ao mar mensagens e mais mensagens de socorro. Enfim, um rato branco chamado Eddy, o Engenheiro, lê suas preces e aparece para ajudá-los. Como isso chega a um final feliz, isso é algo que você vai ter que assistir.

Somado ao enredo maravilhoso e a arte espetacular, a música – aliás, bom aviso: é um musical, caso você não curta – é bem executada e não muito difícil de entender. Na verdade, a coisa toda parece uma ópera surrealista. Eu adorei.

Curtam no site original, ou aqui mesmo:

The Tale of How from Shy the Sun on Vimeo.

E tenham um bom dia.