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Bruno Guedes e Toupeiras
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Bruno Guedes & Toupeiras por Bruno Guedes A. Viana é licenciado sob uma Licença Creative Commons
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2.5 Brasil

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Resenha: God's Debris

Escrito por Korso em 28/04/2009 23:05


Depois de 1/0, achei que estaria livre de leituras existencialistas e reflexivas por um tempo. Pouco tempo depois me lembrei deste livro que estava "engavetado"1 e esperando minha leitura já há alguns meses. Devo dizer que a experiência foi emocionante.

God's Debris: A Thought Experiment("Detritos de Deus: Uma Experiência em Pensamento") é mais um relato do que uma história, e conta sobre um entregador que é encarregado de deixar uma encomenda a um estranho velho que se revela ser mais do que qualquer coisa que ele esperaria. Grande parte do livro é um diálogo entre o narrador sem nome e o velho Avatar a respeito de muitos tópicos, mas principalmente a natureza do Universo.

Como Scott Adams comenta em seu prefácio, este livro está em algum lugar entre a ficção e a não-ficção. A história definitivamente não é real, e muitos fatos são assumidos, mas existe muito de real no discurso da obra, e nada deve ser tratado levianamente. É difícil descrevê-lo sem relatar as conclusões tiradas ao longo do longo diálogo e tornar a leitura inútil, mas farei meu possível.

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De Tradução e Translação - Parte 2

Escrito por Korso em 07/02/2009 14:42


Mudando nosso foco para casos mais... complicados, analizemos a tradução de nomes. Por via de regra, não se traduz nomes, a não ser capitalizações óbvias(como "Deus", por exemplo). Mas nomes significam algo, mesmo que em outra língua1. Então, o que fazer quando um nome é obviamente tem um significado na língua original, mesmo que, se traduzido, perca a sonoridade de um nome verossímil. A versão brasileira de Discworld, de Terry Pratchett, trabalha de forma interessante com este conceito. o Discworld – nome não traduzido, ainda bem – é um universo semi-medieval fantástico, não diferente do universo Tolkeniano que inspira jogos como Dungeons & Dragons e outros do gênero. A ocorrência de nomes "significativos" é justificada pela influência Tolkeniana, que por sua vez tem raízes em mitos antigos. Logo, "Weatherwax" se torna "Cera do Tempo" – nome, aliás, impróprio: talvez "Cera do Clima" fosse mais correto, embora talvez consonante – e "Twoflower" é nomeado "Duasflor". Nomes de locais, ou que simplesmente não ficariam bem traduzidos, foram mantidos, incluindo o personagem Rincewind, o que mais tarde se torna uma nota de rodapé explicativa.

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De Tradução e Translação - Parte 1

Escrito por Korso em 06/02/2009 22:43


A propriedade intelectual de um artista é muito mais do que aquilo que está impresso, ou mesmo manuscrito. Trata-se também de todo o subtexto embutido na obra, de tal forma que a sua adaptação é um ato de considerável periculosidade, pois ou o subtexto sustenta a obra, e portanto a sua modificação a torna, de certa forma, imprestável; ou o subtexto acompanha a nova forma, causando implicações jamais imagináveis. É por isso, então, que a tradução é um assunto deveras complicado.

Apóio a tradução de obras de todo meu coração. Conquanto defenda também que a apreciação do texto em sua língua original é imprescindível para o entendimento do todo, a tradução torna a obra acessível a aqueles que, por uma razão ou por outra, não leriam a obra original. Ou não podem aprender a nova língua – afinal, creio que haja um limite para o número de línugas que uma pessoa pode aprender, e, por mais que eu queira, saber inglês, alemão, grego, russo e japonês fluentes está um bocado fora de meu escopo intelectual –, ou porque não se interessariam mesmo pela obra se não fosse traduzida. Mesmo a adaptação da obra para um novo meio traz novos fãs, muito embora os leais fãs "de verdade" invariavelmente questionem a veracidade da admiração destes novos asseclas. A adaptação de muitos clássicos para o cinema nos recentes anos é um exemplo vivo desta tendência, e embora a adaptação seja sempre falha em algum ponto – eu ainda exijo meu Senhor dos Anéis com a participação de Tom Bombadil –, ela tem sua boa intenção. A acessibilidade é um movimento importante para a vida de qualquer obra.

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Entendendo (ou não) Guimarães Rosa

Escrito por Korso em 03/08/2008 18:33


Est modus in rebus, e, como tudo na vida, há escritores e escritores. Há escritores concisos e prolixos. Narradores e descritores. Dramáticos e cômicos. Simples e complicados. Cada qual com seu mérito, seu público e seu estilo, de tal forma que eu não me atreveria a classificar ninguém como melhor – ou pior – do que ninguém. Arte é arte, e cada qual vale pelo que tem, mas eu divago. Vamos ao que interessa.

Guimarães Rosa, sem dúvida, não é um escritor simples. Quem dera fosse, seria então jogado por terra o mito do "Guimarães complicado". Não falo de sua linguagem, ou de sua narrativa. Ambas são simples, é tudo uma questão de ouvir, ao invés de ler, o texto. Como testemunho de primeira mão, Maristela Guedes nos relata o método perfeito para ler Grande Sertão: Veredas em três dias: imagine que é tudo uma conversa. Uma conversa unilateral, mas enfim: o "ponto" é a oralidade. Quando se ouve, tudo parece tão simples, porque afinal é. Não é isso que é o complicado em Guimarães Rosa.

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E assim segue a semana...

Escrito por Bruno Guedes em 31/07/2008 23:11


Então vejamos por onde começar... a semana passada.

Devido aos laços familiares – avós paternos, duas tias-avós maternas e mais um número de tios e tias de primeiro, segundo e até, talvez, terceiro grau –, tradicionalmente a viagem a Cordisburgo é um must das férias, uma vez a cada seis meses. E também para o resto da família, tios e primos e mais alguns agregados que ficam por lá numa mesma casa que, felizmente, é grande. Não necessário dizer, as férias são animadas.

Mas enfim. Essa semana de férias foi metade programação cultural, metade férias familiares costumeiras, incluindo as noitadas e cervejadas de sempre. Mas a metade das férias guedes-azevedo fica pra outro dia. Vamos falar da Semana Roseana.

Não sei se eu já mencionei – acho que não, embora eu sei que já falei isso com Aline – que eu sou uma pessa simples, no sentido de que pouca coisa realmente me desagrada. Como diria minha mãe, "a melhor comida é a comida pronta", e eu aplico esse princípio a praticamente tudo: a melhor festa é a festa pronta, sem as encheções de saco com organização e et céteras. Então eu achei que tudo estava muito bom. E agora vem o porém...

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Hoje iniciamos a "Semana Semana Roseana", que é, basicamente, uma semana de posts dedicados a reflexões e textos relacionados ao evento que andou rolando na última semana na cidade escondida de Cordisburgo, definida como "trás montanhas" pelo todo e único João Guimarães Rosa. "Guima", para os íntimos.

Como todos sabemos, normalmente a Semana Especial deveria começar na segunda, e ir até sexta, totalizando cinco textos, um de cada autor. Mas dessa vez estamos começando na quarta. Primeiro, porque o TP resolveu se abster. Ele gosta de JGR, mas não sabe o que escrever. Então ficou de fora escrevendo a retrospectiva da semana que vem. E o segundo motivo é que terça esse computador esteve mais ocupado do que banheiro de restaurante quando trocam o sal por laxante. Tá foda...

Então, direto de Barbacena City, Töpo, Korso, Token e Bruno Guedes escrevendo sobre Guimarães e Semana Roseana. Assim que o rapaz terminar de requerer a segunda via do título de eleitor, ele escreve sua parte.

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O Pescador de Caravelas

Escrito por Korso em 01/07/2008 18:57


Comentários Iniciais: Este é nosso primeiro conto disponível a público, lembrando que, segundo nossa licensa Creative Commons, não é permitida cópia sem citação do autor(eu ou Bruno Guedes, de preferência ele). No mais, aproveito para demonstrar a estrutura da apresentação de contos e também alguns textos de referência do Guedes Mythos em geral. Primeiro, um comentário meu, depois um dele, seguido do corpo do texto sem interrupções, e por fim uma leve auto-análise minha. Aproveitem, portanto.


Bruno Guedes Comentário do Rapaz: Este é um tributo à idéia original do que teria sido um livro de mesmo título. O livro seria um tributo a Malba Tahan, uma história de trejeitos arábico-Tahanianos e repleta de pequenas fábulas e parábolas. Infelizmente a história estacou em um ponto de onde não saia muita coisa, por isso foi abandonada, e desovou esse pequeno requiém. De certa forma, honra perfeitamente a função.

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Desovando diretamente da campanha "Mande a sua Pergunta!", a primeira pergunta que foi a nós mandada será respondida com detales. De Isaias Malta:

Eis a minha pergunta bombástica: Os toupeiras são heterônimos?

Respondendo de forma ríspida: sim, Isaias, eles são. A placa de papelão também, ainda não tive ânimo pra criar meu token de verdade.

Convenhamos, toda piada parece óbvia ao seu contador, e não era menos óbvio para mim que eu, toupeiras e Token éramos uma entidade única. Até porque isso foi contado em um post de introdução. Mas não faz mal, vamos explicar tudo direitinho então.

Contando a história toda de novo, eu resolvi que ou eu especializava ou blog ou organizava essa bagunça direito. Meu blog antigo era uma zona e não tinha muita regularidade de assunto. Este também não, mas pelo menos eu facilitei para você, leitor, em um ponto: dividi o blog em autores.

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Estilos Literários da Internet: Hyperlinkismo

Escrito por Korso em 19/03/2008 21:32


Bem-vindo sejam, caros leitores, ao espaço de Korso Asclepius. Como é de se esperar, o assunto aqui é arte.

Cada época é marcada, mesmo que de leve, por uma quebra de padrões e um estilo de vanguarda. Seja na música(que, infelizmente, não está tomando um bom caminho...), na pintura, na escultura, na literatura, na moda... Mas como eu sou uma negação em moda, e a música, como já disse, está indo mais em direção à própria destruição que qualquer coisa(na minha humilde opinião talpídea, claro...), falarei de literatura.

Adoro quando os menos jovens dizem que "os jovens de hoje são muito acomodados". Não consigo deixar de pensar que, por baixo da suposta acomodação no melhor estilo Elis Regina de ser...

Ainda somos os mesmos e vivemos
como nossos pais
... existe uma vanguarda oculta aos olhos anacrônicos de quem ainda não se adequou a um mundo que se transforma rápido demais. Digo que em campos não muito explorados por quem não muito se interessa, existe uma revolução estilística acontecendo. A internet, meus caros, desenvolve um estilo próprio que vai muito além da Net2.0 e do "internetês". A internet é, por si só, um universo de estilos literários. Dos quais hoje falaremos do hyperlinkismo.

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