"Misantropia". É uma das muitas palavras das quais gosto porque tem um som... agradável. É arbitrário e subjetivo, esse sentimento de identificação com uma palavra. Filologia é uma das várias ciências que me agradam, mas não o bastante para me devotar a.
Mas voltemos à misantropia. Define-se, no literal, como um sentimento de ódio pela humanidade como um todo, pela espécie humana sem distinção. Parece um sentimento horrível, mas assim como muitas outras palavras, na realidade denota muito menos do que parece ser. Na prática, a misantropia não passa de um sentimento geral de que a humanidade pegoua curva errada em Albuquerque e caminha, inevitavelmente, para sua destruição.
E a razão pela qual não é Korso, filólogo e literado de plantão, que está tomando este post, é porque não vim para falar de misantropia. Vim para falar da minha misantropia.
Porque de repente, um dia, eu comecei a pensar que, sinceramente, talvez o mundo estivesse melhor se a sociedade como conhecemos nunca existisse. Em resumo, a humanidade chegou a tal ponto que mesmo que se Deus estivesse vivo, talvez não desse jeito. (AVISO: apenas uma referência a Nietzche. Este autor reserva-se no direito de não se pronunciar a respeito de qualquer assunto de cunho religioso). E que lugar mais ideal para perceber isto do que a Internet? Acho que nenhum... não existe outro lugar onde tanta gente idiota se reúna para propagar a merda inadvertidamente. Okay, temos o Axé Brasil, o Carnaval... mas nem tais eventos ápices da política do panis et circensis conseguem reunir tanta gente junta. Estou falando de gente imbecil na casa dos milhões, gente. Não é brincadeira, é só dar uma voltinha pelo orkut.
