Olá, olá, e bem vindos a mais um tutorial de programação – ou será esse o primeiro? – de TP, Toupeira Profissional.
Enfim, como programador, eu entendo das agruras do ofício. Mas talvez a pior parte seja compilar e recompilar código trocentas vezes no mesmo dia durante uma fase de testes, ou um bug irritantemente persistente. Em um projeto com pelo menos uns 5 arquivos de código fonte, é simplesmente foda. Felizmente inventaram o aplicativo make, que faz todo o trabalho de compilação e renovação dos executáveis e o que mais por si só.
E é por isso que dedicamos este tutorial em duas partes para explicar como usar o make de forma que ele trabalhe para você de forma saudável, prática e bem-comportada. Vamos começar.
Começando do começo: o que é um make?
Não tem como usar termos mais simples, o make é um aplicativo que serve para gerenciar projetos. Como ele faz isso, entretanto, é a grande sacada.
O make usa um arquivo, o "Makefile", para definir o que deverá ser feito. Em resumo, o Makefile contém uma lista de módulos, cada qual com suas dependências e instruções para processá-lo. Seguindo essas indicações o make faz as operações necessárias.
